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Real Madrid x Barcelona: Messi deve jogar pelo menos 30 minutos

Argentino encara semana decisiva de recuperação e se prepara para o clássico

Luis Enrique concedeu três dias de folga aos 12 jogadores com quem vinha trabalhando para que se desconectassem. Ele vive com angústia e resignação o êxodo prévio ao clássico do Barcelona contra o Real Madrid: cinco jogadores foram embora com a seleção espanhola principal (Piqué, Bartra, Alba, Busquets e Iniesta), um com a sub-23 (Munir), dois com o Brasil (Alves e Neymar), um com a Argentina (Mascherano), outro com a Bélgica (Vermaelen), outro ainda com o Chile (Bravo) e Turan com a Turquia. De modo que novamente o Barcelona voltou para a prancheta. E com Messi contundido. Mas de volta.

“Voltará quando estiver bem”, disse Luis Enrique. “Oito semanas”, anunciou o boletim médico do clube ao comunicar ao mundo a extensão da lesão que sofreu no jogo contra o Las Palmas, em 26 de setembro. A espera deve terminar no sábado, contra o Real Madrid. “Mas se não outro jogará, temos qualidade suficiente”, afirmou o presidente do clube, Josep María Bartomeu. Não há pressa. Na quinta-feira passada, consciente de que poucos colegas estavam no CT do Barça, Messi abriu o vestiário às 9h30, se trocou sozinho e foi até o campo 3, onde o time B treinava sob o comando de Gerard López. O melhor do mundo treinou naquele dia com os aspirantes. “E aí, Leo, joga contra o Madrid?”, perguntou-lhe o mais atrevido. “O segundo tempo, pelo menos”, respondeu o argentino, que começou na segunda-feira a fase definitiva da recuperação da ruptura de ligamento colateral interno do joelho esquerdo, que sofreu no jogo contra o Las Palmas no Camp Nou. Uma lesão limpa, que normalmente não deixa sequelas e da qual se recupera dentro “das margens previstas”, segundo uma fonte do Barcelona.

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Messi, munido de paciência, seguiu à risca os conselhos médicos do Barcelona e recebeu a visita de Marcelo D’Andrea, seu homem de confiança, da Associação do Futebol Argentino (AFA). Também se entediou feito uma ostra porque a base principal da sua recuperação era “não se mexer”, e, além disso, porque passou mais de um mês sem tocar na bola. Mas evitou cair na ansiedade, porque desde o começo marcou no calendário a data do clássico contra o Real Madrid como sendo também a data da volta, consciente de que seria impossível enfrentar o Brasil nas eliminatórias para a Copa de 2018, na sexta-feira passada.

Com a calma, se fotografou de pijama vendo as vitórias do seu time, que chega ao Bernabéu com três pontos de vantagem na tabela, ainda em novembro. Por isso, a comissão técnica está convencida de que Leo decidirá se é hora de voltar, e fará isso com calma, já no sábado. “As sensações são boas”, diz uma fonte do clube. Não sofreu nenhuma recaída, nem edemas, então os prazos foram cumpridos corretamente: deixou as muletas no seu devido tempo, correu quando devia, não sofreu dor ao tocar na bola e conservou a musculatura, porque trabalhou nisso. “Ele está bem”, dizem fontes do departamento médico. E avisam: “Não estará nas suas melhores condições, é impossível. Sai de uma lesão, mas se entrar em campo será porque está curado. Não vai forçar”. Por enquanto, nesta semana ele vai se testar, vai tomar chimarrão com Luis Suárez e dará risadas com Alves. E, claro, pensará no Real.

“Leo sabe que, para a equipe, o jogo do Bernabéu é só um jogo. E, para ele, 30 minutos no máximo”, diz seu pai num restaurante onde almoçava na quinta-feira. “Já não é um garoto, não vai colocar o joelho em risco por causa de um tempinho em Madri, jogará se estiver bem”, insiste Jorge, consciente de que seu filho não é um inconsequente. Se Leo estiver bem e se estiver se sentindo bem, estará em Madri. A partir daí, há opções: se o Barça precisar dele, ele jogará; se não precisar, jogará também.

Jorge Messi, pai de Lionel

“De repente no segundo tempo”, disparou ele a um garoto na sexta-feira passada. E todos sabem que 30 minutos de Leo dão para muita coisa. Com Tata Martino, na temporada 2012-2013, Leo entrou em campo em contra o Bilbao faltando meia hora para o final e marcou um golaço (2 x 2). E nesta temporada, um momento do argentino foi suficiente para derrotar o Atlético de Madri no Calderón (vitória do Barça por 2 a 1), numa exibição de gala. Messi disputou 15 jogos no Bernabéu e marcou 12 gols, que fazem dele o maior artilheiro da história do clássico, com 21 tentos. “Voltará quando estiver bem”, disse Iniesta, o capitão, que como o resto da equipe não o pressiona. Mas, no sábado, o esperam em Madri.

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