TRAGÉDIA AÉREA NO SINAI

A companhia aérea do acidente no Egito descarta um problema técnico

A tripulação não informou sobre qualquer irregularidade durante o voo

(reuters_live)

A companhia russa Kogalimavia, que operava o avião que caiu no Sinai, no Egito, no sábado, descartou hoje que o acidente tenha ocorrido por motivos técnicos. Segundo a empresa, os dois motores da aeronave foram inspecionados em Moscou em 26 de outubro e nenhum problema foi encontrado, a tripulação não reportou falhas em nenhum momento do voo e não houve incidentes técnicos em seus cinco voos anteriores. “Descartamos uma falha técnica e erros da tripulação”, disse o subdiretor geral da empresa Kogalimavia, Alexander Smirnoff. “A única causa possível é uma ação externa”, afirmou.

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No Egito, uma fonte do comitê que realiza a análise preliminar da caixa preta afirma que o aparelho não foi atingido de fora e que o piloto não fez nenhuma chamada de emergência antes de desaparecer do radar.

O Kremlin, por sua vez, afirmou nesta segunda-feira, dia 2 de novembro, que ainda não há base suficiente para descartar qualquer hipótese do acidente no Egito, segundo disse o porta-voz Dimitri Peskov, em resposta a se o acidente poderia ter sido um ataque terrorista.

O líder da Al Qaeda, Ayman al Zawahiri, conclamou os jihadistas à união para lutar contra Estados Unidos e Rússia e pediu que cessem os combates entre os “muyahidin” (combatentes da jihad). “Os norte-americanos, russos, iranianos, alauitas e (o grupo libanês xiita) Hezbollah estão lançando sua guerra contra nós. Será que não somos capazes de deixar de lutar entre nós para concentrar nossos esforços contra eles?”, perguntou-se o dirigente da Al Qaeda em um áudio de 16 minutos divulgado nas páginas jihadistas e cuja autenticidade não foi comprovada. A gravação parece indicar uma mudança de postura da Al Qaeda em relação a seu rival Estado Islâmico (ISIS, em sua sigla em inglês), apesar de Al Zawahiri não citar diretamente este grupo.