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Lady Gaga, um monstro com ‘glamour’

Cantora encabeça elenco de ‘American Horror Story: Hotel’, a nova temporada da série

Lady Gaga, protagonista de American Horror Story: Hotel

Como diz o ditado, quando uma porta se fecha, sempre existe outra que se abre. Ryan Murphy pôde comprová-lo. O criador de Glee e American Horror Story ficou sem sua musa quando Jessica Lange anunciou sua despedida da série de terror. Esse foi o momento no qual Lady Gaga reservou seu lugar em American Horror Story: Hotel, série que estreou no Brasil no canal FX no dia 7 de outubro. “Eu também fiquei surpreso. Pensei que estavam fazendo uma brincadeira comigo”, lembra Murphy ao EL PAÍS sobre a ligação que recebeu caída do céu: Lady Gaga gostaria de trabalhar com ele.

A resposta foi sim. Primeiro quis contar com ela em alguns capítulos; admite que pensou, principalmente, na publicidade. “Sabia que seu nome faria as redes sociais explodirem”, disse Murphy, ávido por melhorar índices de audiência que alcançaram seu ápice durante a última temporada, AHS: Freak Show, que também recebeu o maior número de indicações ao Emmy (19, das quais conquistou cinco prêmios).

Festival de sangue e sexo

Mas depois se deu conta de que havia encontrado sua Condessa, a impressionante dona do Hotel Cortez, sempre sedenta por sangue e sexo. “Não sou feminina ou masculina. Sou um monstro, mas um monstro grandioso, com glamour”, descreve a cantora.

Um festival de sangue, violência, sexo e medo que contrasta com a limpeza de formas do set da nova temporada. O átrio do Hotel Cortez, o centro dessa nova aterrorizante temporada, é o cenário no qual Murphy dá asas aos seus piores pesadelos, que pouco têm a ver com íncubos e súcubos e muito mais com suas experiências em hotéis, onde sempre teme que exista alguém debaixo da cama. “Também é a temporada mais pessoal, porque se a primeira era sobre adultério, a segunda sobre loucura e homofobia, a terceira falava da comunidade e a passada sobre discriminação e racismo, essa fala do vício e da família”, descreve.

O terror está garantido, como diz o responsável pela série durante um passeio pelo set de filmagem. “Se prestar atenção, o carpete do hotel tem o mesmo desenho do carpete do Overlook em O Iluminado. E os frisos são plantas carnívoras”, revela. As atrizes veteranas da série – Kathy Bates Sarah Paulson e Chloë Sevigny – concordam que o lugar que mais as desconcerta são os corredores desse fictício hotel construídos no set ao lado.

O lugar preferido de Lady Gaga é o quarto 64, centro de toda a ação sangrenta. “Como ela diz, lá se reúne toda a arte da escuridão”, diz Murphy. É arte, e o deixaram tão animado que, ao invés de dirigir um único episódio por temporada como das outras vezes, agora já fez oito desde março. “O que me dá mais orgulho em toda minha carreira é a sequência de seis minutos na qual apresento Lady Gaga, com somente uma linha de diálogo”, afirma emocionado.

Seu outro presente? O set ecoa as notas de Hotel California, cantaroladas por Murphy, lembrando o final do primeiro episódio. “Assim que me dei conta de que iria fazer essa série, um ano atrás, comecei a negociar com a banda The Eagles até conseguir esse presente que é sua música. Algo que, com certeza, não foi nada barato”, finaliza.

Uma festa de medo

Desde sua chegada à série American Horror Story: Hotel, Lady Gaga conquistou a amizade de seus colegas com seu trabalho e seus presentes. Wes Bentley, também novato no universo da AHS, recebeu um buquê de flores mortas com um ursinho de pelúcia despedaçado. Sarah Paulson escreveu à cantora afirmando-lhe que seu lugar era entre o elenco da série.

Mas o mais lembrado foi a festa na casa de Lady Gaga com a piscina tingida de vermelho sangue, garçons seminus e um bolo de aniversário para Angela Bassett que de tão obsceno ninguém se atreveu a descrever.

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