Secretário-geral da Unasul diz apoiar gestão de espanhol na Venezuela

À frente da organização que promove criticada mediação, Ernesto Samper elogia González

O secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper.
O secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper.José Jácome (EFE)

O ex-presidente colombiano Ernesto Samper, atual secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), a organização que tentou, em vão, mediar na crise política da Venezuela, avaliou a disposição do ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González para defender Leopoldo López e Antonio Ledezma. “Além de ser um grande político, é um homem de Estado”, afirmou. “Porque o conheço e sei de sua índole democrática sei que se apoiará nas mesmas vias institucionais que a Unasul vem se apoiando para encontrar saídas pacíficas, democráticas e constitucionais à complexa conjuntura política da Venezuela, invocando, por exemplo, a aplicação das normas universais do devido processo”.

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Samper saudou a incorporação de outros líderes latino-americanos à frente internacional que González pretende mobilizar. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002) declarou apoio à iniciativa. “Todos os esforços que se fizerem para ajudar a Venezuela a superar essa situação são bem-vindos desde que comecem por entender a complexidade dos fatores sociais, econômicos e políticos que rodeiam a atual situação do país e respeitem o direito sagrado de todos os venezuelanos de encontrar os próprios caminhos, pacíficos e democráticos, para sair dela”, acrescentou. Samper se recusou a comentar os ataques do chavismo: “Na atual situação de polarização midiática que se vive em torno da Venezuela, a melhor contribuição que alguém pode fazer para desarmar os espíritos e não atiçar incêndios é não opinar sobre opiniões”.

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