Lista Forbes

Jordan e os fundadores de Uber e Airbnb entram na lista Forbes

O brasileiro Jorge Paulo Lemann é o 26º da lista, e Joseph Safra o 52º. Bill Gates se manteve como o homem mais rico do mundo

Michael Jordan beija seu mentor, Dean Smith, durante uma homenagem ao técnico, em 2007.
Michael Jordan beija seu mentor, Dean Smith, durante uma homenagem ao técnico, em 2007.ELLEN OZIER (REUTERS)

Bill Gates se manteve pelo segundo ano consecutivo como o homem mais rico do mundo. O cofundador da Microsoft acumula uma fortuna que a revista Forbes avalia em 79,2 bilhões de dólares (228 bilhões de reais). O trio dos mais ricos é composto ainda pelo magnata mexicano Carlos Slim, que mais uma vez ocupou o segundo lugar, com 77 bilhões de dólares (221,6 bilhões de reais), e o investidor norte-americano Warren Buffett, que subiu uma posição, agora com 72 bilhões de dólares (207 bilhões de reais), empurrando o espanhol Amancio Ortega, dono do grupo Inditex, para o quarto lugar. A fortuna do dono da Zara soma 64,5 bilhões de dólares.

O empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann, do fundo de investimentos 3G Capital, é o 26º da lista, com uma fortuna de 25 bilhões de dólares (72 bilhões de reais). O segundo brasileiro melhor posicionado é o banqueiro Joseph Safra, ocupando o 52º lugar no ranking, com 17,3 bilhões de dólares (cerca de 50 bilhões de reais). A presença dos empresários brasileiros entre os bilionários mundiais caiu de 65 no ano passado para 54.

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Gates ocupou por 16 vezes o topo da lista, publicada há 29 anos pela revista de economia, de um total de 21 vezes em que fez parte do ranking. Larry Ellison, fundador da empresa de tecnologia Oracle, é o quinto da lista. Os cinco mais ricos do mundo acumulam um patrimônio de 347,8 bilhões de dólares. A fortuna do espanhol Ortega seria maior se não fosse a desvalorização do euro, que, como explicam os editores da revista, teve um peso relevante.

De fato, os ativos do empresário espanhol se valorizaram em apenas 500 milhões de dólares em um ano, diante do aumento de 3,2 bilhões de dólares de Gates, 5,1 bilhões de dólares de Slim, e 14,5 bilhões de dólares de Buffett. O oráculo de Omaha, que no sábado passado publicou a carta que marca o 50º aniversário da fundação do conglomerado Berkshire Hathaway, foi o grande vencedor este ano, em termos absolutos.

No pelotão de liderança, o magnata Sheldon Adelson deixa o grupo dos dez mais ricos. Agora está na 18ª posição, duas atrás de Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, que passa a fazer parte pela primeira vez do grupo dos 20 maiores bilionários, ao lado de quatro membros da família Walton, herdeiros do império comercial Walmart. Entre os mais ricos também estão Michael Bloomberg, Jeff Bezos, da Amazon, Larry Page e Sergey Brin, do Google.

Nesta edição, o total de bilionários subiu para 1.826 pessoas, frente a 1.645 na lista publicada em 2014. A riqueza acumulada atinge sete trilhões, 650 bilhões mais do que há um ano. Há 290 novos integrantes, 71 deles da China, 28 da Índia e 23 da Califórnia, entre os quais sete do Vale do Silício. Entre os estreantes se destaca Evan Spiegel, fundador do SnapChat, que tem 24 anos e é o mais jovem da lista.

Há 46 bilionários com menos de 40 anos de idade, três deles do aplicativo Uber (Travis Kalanick, Garrett Camp e Ryan Graves) e outros três do Airbnb (Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia). Também do SnapChat aparece Boddy Murphy, junto de Elizabeth Holmes, do Theranos. A capa foi dedicada a Markus Persson, criador do Minecraft.

Michael Jordan, empresário

Outro estreante é Michael Jordan, que aparece em 1.741º lugar graças aos retornos que está tendo com o investimento feito há cinco anos nos Charlotte Hornets. A antiga estrela do Chicago Bulls não é a única figura da NBA que aparece no ranking da Forbes. Também estão Leslie Alexander, dono do Houston Rockets, e Jerry Reinsdorf, antigo chefe de Jordan nos Bulls. O ex-jogador de basquete também deve sua fortuna à Nike.

Por países, os EUA dominam a classificação, com 536 pessoas. Os editores do ranking explicam que isso se deve à valorização do dólar e ao impulso das empresas de tecnologia. Em seguindo lugar vem a China, com 213, e em terceiro a Alemanha, com 103. O clube dos multimilionários acolhe 482 europeus, com três entre os 20 primeiros. A Guatemala estreia com um representante, Mario López Estrada, a Islândia volta a aparecer depois de cinco anos de ausência, enquanto a Rússia sofreu a maior queda de multimilionários, de 111 a 88 em um ano.

Para ser membro do clube da Forbes é preciso ter ativos no valor mínimo de 1 bilhão de dólares. Como referências se tomam principalmente o valor das ações nas companhias que controlam, com data de13 de fevereiro. As mulheres são minoria, com 197 fortunas, embora seu número continue crescendo quando se compara com as 172 do ano passado. Cerca de trinta delas devem seu patrimônio ao esforço pessoal.

A mais rica volta a ser Christy Walton, herdeira do Walmart, que com 41,7 bilhões aparece no oitavo posto da lista global. É seguida pela décima, Liliana Bettencourt. Há 67 mulheres norte-americanas, 19 alemãs e 13 brasileiras, além de cinco espanholas, embora a grande protagonista seja Maria Franco Fissolo, viúva do dono da Nutella, a mais rica entre os novos integrantes.

Tatiana Casiraghi é mais uma estreante. Por outro lado, neste ano 138 nomes saíram do ranking da Forbes, com o desenhista de moda Michael Kors como a ausência mais famosa, ao lado do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, e de Mark Vadon, do site Zulily.

A Espanha perde representantes

Os espanhóis que aparecem na lista acumulam, juntos, uma fortuna de 116,3 bilhões de dólares, abaixo dos 121,6 bilhões no ano anterior. O grupo, liderado por Ortega, é formado também por Sandra Ortega Mera, Juan Manuel Villar Mir, Juan Roig e Isak Andic. Há uma nova bilionária na lista, Hortensia Herrero, mulher de Juan Roig, por sua participação na rede de supermercados Mercadona. Apesar dessa inclusão, seis espanhóis deixaram de fazer parte da lista: Francisco José Riberas Mera, Juan María Riberas Mera, Leopoldo del Pino, Isidoro Álvarez, José María Aristrain e Enrique Bañuelos.