Ataque ao 'Charlie Hebdo'

Vídeo | Como foi a fuga dos terroristas que atacaram o ‘Charlie Hebdo’

Gravação mostra como os jihadistas entraram num carro depois de atacar o semanário

Ao avançar pela rua após o ataque ao semanário francês, os irmãos Kouachi encontram uma patrulha da polícia que lhes bloqueia a passagem, e começam a atirar. (reuters_live)
Como foi a fuga dos terroristas que atacaram o ‘Charlie Hebdo’

Um vídeo obtido pela Reuters mostra os primeiros momentos da fuga dos irmãos Chérif e Said Kouachi depois de atacar o semanário satírico Charlie Hebdo na quarta-feira, dia 7. Nas imagens, gravadas com um celular de um terraço nas proximidades da revista, os dois irmãos entram tranquilamente em um veículo preto Citroën, o primeiro que usaram na fuga pelas ruas de Paris. Antes de subir no carro, um deles grita três vezes em francês: “Vingamos o profeta Maomé!”. Entre outros gritos inaudíveis também se escutam as palavras “Al Qaeda Iêmen”, o país onde se acredita que o mais velho, Said, conheceu um dos líderes desse grupo terrorista.

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Com o carro em marcha, avançam pela rua, mas encontram uma patrulha da polícia que lhes bloqueia a passagem. Nesse momento, o jihadista que ia no banco do passageiro sai do veículo e dispara repetidamente contra a viatura policial, que se vê obrigada a dar marcha à ré, até deixar livre a saída da rua. Disparando de novo da janela, os irmãos Kouachi conseguem avançar e abandonam a via.

Na falta de confirmação oficial, acredita-se que os agentes que iam nesse carro não ficaram feridos. Na fuga, os jihadistas mataram um policial, Ahmed Mérabet, disparando contra ele à queima roupa quando estava ferido em plena rua, embora se desconheça se isso ocorreu antes ou depois do momento mostrado nas imagens.

Mérabet foi a 12ª pessoa morta pelos jihadistas, já que antes tinham matado 10 pessoas na redação do Charlie Hebdo e um funcionário da manutenção que estava na entrada do edifício. Depois de roubar com uso da força um outro veículo, os irmãos Kouachi conseguiram escapar de Paris no dia do atentado, embora tenham sido localizados dois dias depois, na sexta-feira, dia 9, na localidade de Dammartin-en-Goële, cerca de 35 quilômetros a nordeste da capital francesa. Depois de resistir por várias horas com um refém no interior de uma gráfica, foram finalmente abatidos pela polícia.