Abusos sexuais na Igreja

Presos três padres em Granada por abusos sexuais contra um menor

O juiz decretou a prisão depois da denúncia da vítima

O arcebispo de Granada se prostra pelos abusos. Atlas (atlas)

O titular do tribunal número 4 de Granada, encarregado de investigar a denúncia contra dez sacerdotes de Granada e outras pessoas por supostos abusos contra um menor, já decretou as primeiras prisões. Fontes judiciais garantem que são três padres, membros do clã Romanones, e um leigo. Os presos foram transferidos para a Chefatura Superior do Corpo Nacional de Polícia.

O Arcebispado de Granada tinha retirado de ação vários sacerdotes acusados de abusos sexuais pelo jovem que supostamente foi vítima dos abusos quando era coroinha da paróquia granadina de Juan María de Vianneimeno. O caso foi relatado pela vítima diretamente ao Papa, que entrou em contato com ele. No total, o juiz, que abriu diligências no início do mês, investiga 12 pessoas entre religiosos e leigos.

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A vítima, de 24 anos, escreveu uma carta ao Papa relatando os supostos abusos que tinha sofrido há vários anos. Agiu estimulado pelo “possível dano (...) que outros meninos e meninas pudessem estar sofrendo”, e em 10 de agosto passado, enquanto dirigia, recebeu uma resposta do próprio Papa pedindo perdão “em nome da Igreja de Cristo”.

Francisco tinha lido a carta que revelou a existência de um grupo grande e suspeito de sacerdotes de Granada, muito amigos entre si, que supostamente cooptavam coroinhas para a paróquia com o pretexto de infundir-lhes uma vocação religiosa mas que, na verdade, escondiam um submundo de práticas sexuais. O juiz de Granada abriu diligências, agora sob sigilo, por agressões sexuais continuadas.