Resgate a 240 metros de altura no novo World Trade Center

Trabalhadores ficaram cerca de duas horas pendurados após o rompimento de um cabo

A plataforma de limpeza pendurada no arranha-céu.
A plataforma de limpeza pendurada no arranha-céu.SPENCER PLATT (AFP)

O One World Trade Center de Nova York, também conhecido como Torre da Liberdade, o edifício mais alto do hemisfério ocidental e símbolo da capacidade de regeneração da cidade após os atentados de 11 de setembro, estreou seus sistemas de emergência de forma espetacular na quarta-feira. Uma centena de bombeiros resgatou dois funcionários de limpeza presos durante quase duas horas em seu andaime quando um dos cabos de sustentação arrebentou. Os trabalhadores ficaram suspensos à altura do 69º andar, a 240 metros do chão, com o andaime inclinado em um ângulo que fazia temer o pior. Finalmente, os bombeiros quebraram o vidro mais próximo ao artefato avariado e retiraram os dois encarregados da limpeza exterior do edifício, de 541 metros de altura.

As condições atmosféricas, com vento de 11 quilômetros por hora e sem precipitações, favoreceram o resgate. Gerard McEneany, representante sindical dos serviços de limpeza da torre, explicou que um defeito no sistema de tração mecânica do andaime de limpeza fez o cabo ceder quando os dois trabalhadores, veteranos no ofício, pretendiam alcançar o topo da estrutura. Os resgatados foram identificados como Juan López e Juan Lizama, com cinco e 14 anos de experiência, respectivamente. O edifício possui três gruas em sua parte mais alta, duas para sustentar andaimes de limpeza e outra para trabalhos de resgate. O prefeito, Bill de Blasio, elogiou o trabalho “extraordinário” realizado pelos bombeiros.

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A dramática operação de salvamento, que foi acompanhada ao vivo pelas redes de televisão, acontece num momento em que o arranha-céu está sendo objeto de atenção pública depois de começar a receber, na semana passada, os trabalhadores das empresas instaladas no edifício. Os primeiros a se mudar para a estrutura de 104 andares foram os funcionários do grupo editorial Condé Nast. O edifício ainda não foi inaugurado oficialmente.

O processo de construção e reabilitação da chamada zona zero, executado pela Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, durou 13 anos. O custo total do edifício chega a 3,8 bilhões de dólares (9,7 bilhões de reais). A seus pés estão as duas cascatas que ocupam o lugar das antigas Torres Gêmeas. Ainda serão construídos mais dois arranha-céus e o terminal de transportes desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, cujas obras começaram com atraso e um custo de 4 bilhões de dólares.