Milicianos líbios afirmam ter tomado o controle do aeroporto de Trípoli

Combatentes de Misrata lideram a milícia que se orgulha de ter conquistado o aeroporto

Milicianos na batalha pelo controle do aeroporto.
Milicianos na batalha pelo controle do aeroporto.MAHMUD TURKIA (AFP)

Milicianos islâmicos da coalizão Lybian Dawn (Amanhecer Líbio) informaram neste sábado que tomaram o controle do aeroporto internacional de Trípoli após dias de confrontos com combatentes nacionalistas. O anúncio acontece após o revés sofrido na noite passada pela mesma milícia em um ataque aéreo que custou a vida de 13 de seus membros. Se a tomada do aeroporto for confirmada, será uma grande derrota para os milicianos de Zintan, que comandam o aeroporto desde a queda de Muammar Kadafi em 2011.

Um porta-voz do Amanhecer Líbio, milícia formada principalmente por homens chegados de Misrata, a leste de Trípoli, manifestou, após o anúncio da conquista feito pela televisão An Nabaa, ligada à organização, que eles entraram no interior do aeroporto e estão "limpando focos de resistência".

O aeroporto, a 30 quilômetros de Trípoli, capital líbia, é local de enfrentamentos desde o último 13 de julho entre os milicianos de Zintan, aliados do general rebelde Khalifa Hafter, adversário dos combatentes islâmicos. Os milicianos do Amanhecer Líbio organizaram neste sábado uma visita da imprensa a uma base militar perto do aeroporto para demonstrar que haviam tomado o complexo.

Ahmed Hadia, porta-voz dos milicianos de Misrata, acusou, durante a viagem, a aviação dos Emirados Árabes Unidos e do Egito de bombardear suas posições durante a noite. O ataque causou a morte de 13 combatentes e deixou outros 20 feridos.

O Congresso Nacional General (CNG), poder legislativo até as eleição parlamentares do último 25 de junho, anunciou também neste sábado que vai retomar suas atividades para "salvaguardar a soberania do país" e diante da falta de atividade do novo Parlamento, reunido pela primeira vez em 4 de agosto, na cidade de Tobruk. Os islâmicos contavam com uma boa maioria no CNG, enquanto a nova Câmara é dominada por deputados não islâmicos.

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