Conflito no Oriente Médio

O Hamas acusa Israel de tentar matar o comandante de seu braço armado

A esposa e o filho do líder do braço armado do Hamas morrem durante um ataque israelense

O Hamas acusa Israel de tentar matar o líder do seu braço armado. (reuters_live)

O Hamas acusou Israel de atacar diretamente Mohammed Deif, o comandante do seu braço armado em Gaza. Não se esclareceu se o miliciano está vivo ou morto, nem mesmo se estava em casa no bairro Sheikh Radwan no momento do ataque. Segundo fontes médicas em Gaza, foram registradas três mortes neste bombardeio, entre os mortos estão a esposa de Deif seu filho de três anos. A identidade do terceiro corpo não foi divulgada. O Exército israelense atacou a residência cinco vezes na noite passada, de acordo com a agência palestina Maan. Várias testemunhas explicaram que a casa atingida pertence à família Al Dalou e já foi bombardeada em 2012 durante a Operação Pilar Defensivo, um ataque que deixou 12 mortos.

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Em resposta no Twitter, as Brigadas Al Qassam acusaram Israel de abrir as “portas do inferno” com este ataque e advertiram que “pagará um preço alto”. A ala militar do Hamas logo reivindicou o disparo de 40 foguetes contra Israel, que chegaram a Tel Aviv e Jerusalém. Mousa Abu Marzouk, porta-voz do Hamas, disse de madrugada que o “verdadeiro propósito” de Israel ao “quebrar a trégua”, que terminava à meia-noite de ontem, tinha ficado “claro” e era acabar com Deif.

O Exército israelense limitou-se a dizer que seus ataques, trinta esta noite, miravam “alvos terroristas”, mas não detalharam se realmente estavam tentando matar o comandante islâmico, sobrevivente de outros bombardeios no passado. O ministro do Interior, Gideon Saar, disse esta manhã à rádio do Exército que o chefe militar do Hamas seria um “alvo legítimo a liquidar”. Comparou-o a Osama Bin Laden, o líder da Al Qaeda morto em uma operação dos Estados Unidos.

A esposa e o filho do líder do braço armado de Hamas morreram durante um bombardeio israelense sobre a Faixa de Gaza

Israel confirmou hoje que atacou 60 alvos em Gaza desde o rompimento do cessar-fogo, enquanto as milícias lançaram cerca de 70 foguetes, a maioria em um raio de 40 quilômetros da fronteira da Faixa de Gaza. Os bombardeios deixaram uma dúzia de mortos, segundo fontes médicas palestinas. Entre as vítimas fatais haveria três menores e uma gestante, cita a agência AFP. Há quase uma centena de palestinos feridos. Do lado israelense caíram cerca de 70 foguetes que não causaram perdas humanas ou materiais.