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A dinastia Arraes perde um expoente

O socialista Eduardo Campos era o principal nome do grupo político familiar do ex-governador de Pernambuco e seu avô, Miguel Arraes

Campos à frente de retrato do avô Miguel Arraes.
Campos à frente de retrato do avô Miguel Arraes. Folhapress

O presidenciável e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, não usava politicamente o sobrenome do ilustre avô materno, Miguel Arraes. Preferia o Campos, de seu pai. Mas, sem dúvidas, era o principal expoente da dinastia Arraes, que conta com uma série de figuras públicas e controla há décadas o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Pelas mãos de Miguel Arraes, ele ocupou o primeiro cargo público: chefe de gabinete da segunda das três administrações do avô à frente de Pernambuco. De lá, fez uma carreira meteórica. Elegeu-se deputado estadual, deputado federal, ocupou um ministério no governo Lula e chegou ao comando do Estado nordestino em 2006.

A sua morte tende a enfraquecer a dinastia Arraes, mas não colocará um fim a ela. A sua mãe e ex-deputada, Ana Arraes, é ministra do Tribunal de Contas da União. Contou com forte articulação de Campos, na época aliado de Dilma Rousseff (PT), para chegar ao cargo.

Já Marília Arraes (PSB), prima de Campos, é vereadora por Recife, capital de Pernambuco. Nesta eleição, vinha criticando o ex-governador e anunciou publicamente o seu apoio a candidatura da petista Dilma Rousseff.

O seus tio Marcos Arraes ocupa uma diretoria na Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras). O cargo pertencia a cota que Campos detinha no governo Dilma. Mas, mesmo como o desembarque dos socialistas do governo petista, Marcos não pediu demissão.