O racionamento já existe no Estado

Cerca de duas milhões de pessoas convivem atualmente com o racionamento de água, seja por horas ou até por dois dias

Um em cada vinte paulistas já sofre com a falta de água nos reservatórios. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, cerca de duas milhões de pessoas convivem com o racionamento de água seja por horas ou até por dois dias. A pesquisa foi feita em duzentas cidades que não são abastecidas pela estatal estadual Sabesp.

O município de Guarulhos, na região Metropolitana de São Paulo, constata o jornal, é um dos afetados. Os moradores da cidade, a segunda maior do Estado, só têm água nas torneiras por metade do dia. Isto se deve à decisão da Sabesp de reduzir em 15,5% o volume de água vendido à empresa pública municipal.

Apesar de a administração do Estado negar e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarar que não há necessidade de racionamento, moradores de cidades abastecidas pela Sabesp também relatam um rodízio velado de água. Em bairros da cidade de São Paulo, como relatou o jornal O Estado de S.Paulo, também há interrupções frequentes do serviço.

Um documento da Prefeitura de São Paulo que o jornal teve acesso detalha inclusive que, entre a meia-noite e as cinco horas da manhã, a Sabesp reduziria a um quarto a pressão da água que chega aos moradores da maior cidade do país. A estatal nega.