O PT condena a prisão de ativistas no Rio

Rui Falcão, considera que a detenção é uma “uma grave violação das liberdades democráticas”

Ação policial durante um protesto anti-Copa no Rio.
Ação policial durante um protesto anti-Copa no Rio.YASUYOSHI CHIBA (AFP)

Depois de várias organizações, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), terem criticado fortemente a prisão de 19 ativistas no último fim de semana no Rio de Janeiro, acusados de instigar os protestos de rua previstos para o dia da final da Copa do Mundo, a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota em que se posiciona taxativamente contra a atuação da polícia e da justiça no Rio.

Cinco ativistas, entre eles Elisa Quadros, conhecida como Sininho e apontada como a líder do movimento, continuarão presos por alguns dias na penitenciária de Bangu, por ordem judicial. Aos outros 14, foram concedidos habeas corpus para que respondam, em liberdade, ao processo por formação de quadrilha armada. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, o secretário de Movimentos Populares, Bruno Elias, e o coordenador de Direitos Humanos do partido, Rodrigo Mondego, consideram que a prisão dos 19 devido ao “suposto propósito de impedir sua participação nos protestos de rua do último fim de semana” representa “uma grave violação dos direitos e liberdades democráticas”. Na mesma nota, redatada em duríssimo tom, o PT “repudia a criminalização das manifestações democráticas” e defende “a ampliação dos espaços de diálogo entre o Estado e os movimentos sociais”.

A cúpula do PT ressaltou que “os direitos de reunião e livre manifestação são conquistas legítimas do povo brasileiro e seremos intransigentes em sua defesa”. O PT, que já foi uma das organizações mais beligerantes com os resquícios da ditadura no país, e que se juntou à reivindicação para a libertação imediata dos cinco ativistas ainda detidos, concluiu na nota que “a violência do Estado e a intimidação de manifestantes devem ser rechaçadas por todos nós que defendemos a democracia e a liberdade de manifestações”.