A atriz Angelina Jolie preside uma cúpula sobre violência sexual em Londres

Convidada pelo ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, que a qualificou de "especialista" no assunto O secretário dos Estados Unidos, John Kerry, também participará

Angelina Jolie, com o ministro britânico William Hague.
Angelina Jolie, com o ministro britânico William Hague.Peter Macdiarmid (Getty)

O ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, e a atriz Angelina Jolie inauguram em Londres uma cúpula de quatro dias sobre violência sexual nos conflitos armados, que contará com a presença de ministros de mais de cem países. Esta reunião, que realizada no centro de conferências ExCel, busca tomar medidas concretas para combater a violência sexual, através da investigação e documentação dos casos para processar os responsáveis, além de ajudar as vítimas.

Está previsto que Hague, Jolie e o secretário dos Estados Unidos, John Kerry, falem na sexta-feira, ao final do encontro, enquanto o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, falará por videoconferência. Hague disse à BBC que os estupros nas zonas de conflito têm uma consequência "para a vida toda" das vítimas e afirmou que é uma situação que afeta a maioria dos continentes.

O ministro destacou que uma cúpula deste tipo nunca havia sido realizada e ressaltou a importância da participação de Jolie, que segundo ele está muito "ciente" do problema, e sua presença ajudará a alertar o mundo sobre este tipo de violência. O importante deste encontro é ajudar a "mudar a atitude global" sobre a violência sexual e confiou na ratificação de um novo protocolo internacional que permita investigar estes delitos.

Os responsáveis pela violência devem saber que "não podem atuar com impunidade", acrescentou o titular da diplomacia britânica, e lembrou a importância de mudar atitudes, pois muitas vezes há um estigma associado às vítimas e não aos seus responsáveis.

Kerry declarou ao jornal britânico Evening Standard que a violência sexual afeta todos os países, e destacou a necessidade de uma cooperação internacional ao considerar que é uma "missão" importante.

"O primeiro passo é começar a tratar a violência sexual em conflitos armados como um grave delito internacional. Não é e não deveria ser visto como uma consequência inevitável do conflito", afirmou o titular da diplomacia norte-americana.

Nesta quinta-feira, Hague tem previsto presidir uma reunião com outros ministros para abordar a situação de segurança no norte da Nigéria, depois do sequestro há algumas semanas de mais de 200 meninas em uma escola por parte do grupo islâmico radical Boko Haram.

O ministro britânico considera que a violência sexual é muitas vezes ignorada no final dos conflitos armados e citou a situação de umas 50.000 mulheres estupradas na Bósnia há duas décadas, sem que seus responsáveis fossem processados.

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