Após errar em três Copas, um banco prevê que o Brasil vencerá o Mundial

Segundo a previsão do Goldman Sachs, o time de Felipão vai vencer a Argentina na final por 3 a 1 Os outros semifinalistas serão a Alemanha e a Espanha

Pela terceira Copa do Mundo consecutiva, o banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs apostou no Brasil como o futuro campeão do torneio. Os torcedores da seleção canarinha que sabem o mínimo sobre os resultados do Mundial logo percebem que isso não é um bom sinal.

Em 2006 e 2010 o mesmo banco também apontou que o Brasil seria o vencedor. Naquelas ocasiões, os campeões foram a Itália, que figurava apenas na nona colocação do ranking do banco, e a Espanha, que era a segunda.

As previsões do Goldman Sachs começaram em 1998. Naquele ano, quando os franceses venceram, os especialistas do banco não apontaram quem seria o time campeão, apenas os semifinalistas. Acertaram três dos quatro: França, Brasil e Holanda. Só não incluíram a Croácia na lista.

Na Copa do Japão e da Coreia do Sul, porém, errou todos os semifinalistas ao apostar em Argentina, França, Itália e Espanha. Os dois primeiros times caíram ainda na primeira fase. Já os italianos e os espanhóis foram eliminados pela mesma equipe, a da Coreia do Sul, nas oitavas e quartas-de-final, respectivamente.

Ou seja, as previsões da vidente mãe Dináh (já falecida) ou do polvo Paul que fez sucesso na Copa de 2010 (idem), são tão fiáveis quanto a do banco de investimentos.

Um fato que pesa contra as previsões do Goldman Sachs é exatamente um estudo dirigido pelo pesquisador Eli Ben-Naim, do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos. Intitulado “Qual é o esporte mais competitivo”, a pesquisa de Ben-Naim analisou 300.000 partidas de cinco modalidades coletivas diferentes. A conclusão foi que a imprevisibilidade do futebol é maior do que nos outros esportes analisados. Em 45,2% dos casos, os jogos de futebol foram vencidos pelas equipes consideradas mais fracas. Esse mesmo índice foi de 44,1% no beisebol, 41,4% no hóquei e 36,5% no basquete e 36,4% no futebol americano.

Clássico sul-americano

A análise do Goldman Sachs levou em conta dados das 32 equipes participantes do torneio desde 1960. Isso influenciou na definição do Brasil como favorito. “As previsões para cada jogo são baseadas em uma análise regressiva que usa a história completa dos jogos oficiais das seleções desde 1960. Isto nos deu cerca de 14 mil observações para os coeficentes de nosso modelo”, explica o relatório do banco norte-americano.

Por outro lado, para amenizar eventuais críticas, o Goldman Sachs também afirma que sua previsão não é nenhuma aposta definitiva e única.

“Para ser claro, nosso modelo não usa informações da qualidade do time ou de jogadores individualmente que não se refletem no histórico da seleção. Por exemplo, se um jogador responsável pelo sucesso recente do time está lesionado, isso não afetará nossas previsões. Também não há espaço para juízos de valor, pois a abordagem é puramente estatística.”

Para o banco, o Brasil tem 48,5% de chances de ser campeão. A final seria contra a Argentina, de quem ganharia por 3 a 1. Os outros semifinalistas seriam a Espanha e a Alemanha. Se depender do Goldman Sachs, o Maracanazo é coisa do passado. O duro é que dificilmente ele acerta.