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A polícia retira o ex-presidente Zelaya do Parlamento de Honduras

O ex-mandatário, que protestava contra uma norma interna, foi desalojado com os deputados de seu partido a socos e empurrões

Zelaya abandona o Parlamento entre gases lacrimogêneos. EFE/REUTERS-LIVE!

O ex-presidente de Honduras, José Manuel Zelaya foi desalojado de forma violenta do Parlamento pela polícia militar hondurenha com cerca de trinta deputados de seu partido nesta terça-feira. O político, os parlamentares e dezenas de simpatizantes organizavam um protesto contra a entrada de armas no Parlamento, no andar térreo da Câmara.

Os deputados do partido Liberdade e Refundação (Livre, de esquerda), que é a primeira força de oposição no Parlamento com 36 representantes, protestavam porque na terça-feira entrou em vigor um novo regulamento, que proíbe a entrada de pessoas com armas de fogo, incluindo os legisladores. Uma medida que, segundo explicou o Governo, foi aprovada para evitar incidentes dentro da Câmara como os do passado, quando parlamentares protagonizaram uma briga no recinto.

A jornada de protesto começou com um discurso de Zelaya, que assegurou que em Honduras se formou "um Governo autoritário e déspota" e acusou o atual presidente, Juan Orlando Hernández, de impor "um regime militar". Depois de pronunciar suas palavras, o ex-mandatário ao lado de seus deputados e seguidores, tomaram o Parlamento, que já havia sido desalojado pelos outros legisladores.

Durante a clausura do ato, os militantes opositores entoaram o Hino Nacional levantando o braço esquerdo com o punho fechado. Mais tarde, a Polícia conseguiu entrar no recinto e lançou gás lacrimogêneo. Os deputados e simpatizantes, com Zelaya à frente, que além disso estava acompanhado por sua esposa, Xiomara Castro, foram retirados a empurrões e agredidos com bastões de madeira.

Afetado pelos gases, Zelaya disse aos jornalistas que permanecerão no andar térreo da câmara. "Enquanto estivermos respirando estaremos vivos. Aqui estaremos, no Congresso Nacional, defendendo os direitos do povo", afirmou Zelaya.