Libertados quatro jornalistas franceses sequestrados há 10 meses na Síria

Hollande confirma a libertação de Nicolas Henin, Pierre Torres, Edouard Elias e Didier François, que viajarão ainda neste sábado de volta a Paris

Quatro jornalistas franceses que tinham sido sequestrados há 10 meses na Síria foram libertados na madrugada deste sábado na fronteira com a Turquia, segundo informa o diário turco Hürriyet. Tratam-se dos repórteres Nicolas Henin, Pierre Torres, Edouard Elias e Didier François.

Todos eles, com os olhos vendados e as mãos atadas, foram localizados por militares turcos quando estes se aproximavam da fronteira. Ao que parece, segundo as primeiras informações, os quatro foram abandonados por seus sequestradores, provavelmente membros do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, na sigla em inglês), perto de uma base militar do município turco de Akçakale, na província de Sanliurfa.

Os militares turcos pensaram em um primeiro momento que se tratavam de contrabandistas, mas logo se verificou a identidade deles, que foram transladados ao hospital de Akçakale. As autoridades turcas puseram-se em contato com as francesas para organizar a repatriação.

"Em bom estado de saúde"

O presidente francês, François Hollande, confirmou a notícia através de um comunicado no qual assegurou que os libertados "estão bem de saúde, apesar das extenuantes condições de seu cativeiro", e que regressarão à França nas próximas horas.

Nicolas Henin e Pierre Torres desapareceram em 22 de junho de 2013 na cidade de Raqqa, no norte da Síria. Ambos trabalhavam na Síria como jornalistas freelance: Henin, de 37 anos, estava no país pela quinta vez, colaborando para a rede de TV Arte e a revista Le Point, como também para as rádios e televisões públicas francesa, suíça e canadense. O fotojornalista Torres, de 29 anos, depois de cobrir a revolução líbia em 2011, foi ao país árabe cobrir a guerra civil. Era a sua segunda viagem.

Didier François, por sua vez, é um veterano correspondente de guerra que trabalha atualmente para a rádio Europe 1. Foi sequestrado junto com seu parceiro e fotógrafo Edouard Elias, quando estavam a caminho de Aleppo.

Dois jornalistas franceses seguem desaparecidos na região norte-africana do Sahel.

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