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Um novo atentado causa pelo menos 14 mortes na Rússia

Uma bomba explode em um trólebus em Volgogrado poucas horas após outro ataque suicida

O presidente Putin ordena à agência antiterrorista reforço na segurança em todo o país

Os serviços de emergência cercam o trólebus atacado em Volgogrado. Ver galeria de fotos
Os serviços de emergência cercam o trólebus atacado em Volgogrado. REUTERS

O pesadelo continua em Volgogrado. Após a explosão deste domingo na estação ferroviária dessa cidade do sul da Rússia, na manhã desta segunda-feira (horário local) uma nova bomba foi detonada, deixando ao menos 14 mortos e mais de 20 feridos.

Assim como no domingo, o atentado foi causado por um suicida, um homem cujos restos foram enviados para a realização de uma análise genética a fim de estabelecer sua identidade, informou o porta-voz do comitê de investigações da Rússia, Vladimir Markin. A bomba explodiu em um trólebus, em uma movimentada rua do bairro Dzerzhinski: de um lado fica um mercado, e do outro, um shopping. A fortíssima explosão fez com que do ônibus só ficasse a carcaça. Os vidros dos edifícios vizinhos se romperam.

Trata-se do terceiro ataque terrorista em Volgogrado nos últimos três meses. O primeiro, realizado em outubro por Naida Asiyalova, oriunda da república do Daguestão. O atentado de ontem na estação ferroviária teria sido realizado por uma amiga de Asiyalova, Oksana Aslanova, que pertence a um dos grupos islamitas do Daguestão.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou à agência antiterrorista o reforço da segurança tanto em Volgogrado como no restante do país, informaram fontes do Kremlin citadas pela agência Reuters.

No entanto, algumas fontes asseguram agora que a bomba se encontrava na mochila de um homem de aparência eslava, o que leva à hipótese de que na estação pode ter atuado um grupo, e não só um suicida no ataque do domingo, em consequência do qual já morreram 17 pessoas.

Os ataques de Volgogrado representam um sério problema de segurança às autoridades a pouco mais de um mês para o começo dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi. As ações terroristas dos fundamentalistas islâmicos fora do Cáucaso inquietam as autoridades, que se perguntam se as medidas de segurança adotadas serão suficientes para garantir um desenvolvimento normal dos Jogos, que serão inaugurados em 7 de fevereiro. Volgogrado encontra-se 960 quilômetros a nordeste de Sochi.

Doku Umarov, o conhecido terrorista checheno que em 2007 anunciou a criação do grupo separatista Emirado do Cáucaso, fez um apelo em julho último para que fossem utilizados todos os métodos possíveis para que os Jogos de Inverno fracassassem. Antes do atentado do domingo, as autoridades russas afirmavam ter tomado todas as medidas necessárias para evitar que durante os Jogos ocorressem atentados terroristas.