As potências avisam sobre as dificuldades na negociação nuclear com Irã

Os países do grupo 5+1 enviam seus ministros das Relações Exteriores para tratar de salvar "três ou quatro diferenças" que se interpõem à assinatura de um acordo

Kerry, a sua chegada ao aeroporto de Genebra.
Kerry, a sua chegada ao aeroporto de Genebra.DENIS BALIBOUSE (AFP)

Diante as dificuldades para firmar um acordo com o Irã sobre seu controverso programa nuclear, as potências que formam o grupo 5+1 deslocaram seus pesos pesados a Genebra. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, chegou na madrugada deste sábado para se juntar à negociação, e ao longo da manhã, chegaram os ministros das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, o alemão, Guido Westerwelle, e o britânico, William Hague, que se uniram ao russo, Serguéi Lavrov, que já estava na cidade suíça. Espera-se além disso a presença do chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi.

O compromisso está se arrastando por “três ou quatro diferenças” que, segundo o chefe negociador iraniano e ministro das Relações Exteriores, Mohamed Javad Zarif, se interpõem à assinatura. Um alto representante russo explicou que o ponto de desacordo mais importante é o reator nuclear de Arak. O britânico Hague advertiu de que, embora as diferenças tenham se estreitado, as negociações são ainda "muito difíceis", motivo pelo qual se deslocaram os ministros até a Suíça.

“Restam três ou quatro diferenças e duas delas são mais sérias”, comentou Zarif à imprensa iraniana depois de sua reunião na manhã da sexta-feira com Catherine Ashton, a alta representante da União Europeia para a Política Exterior, que negocia em nome dos EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha. Só os ministros das Relações Exteriores têm autoridade para assinar um acordo dessa importância.

Desde o início, os principais gargalos giram em torno dos mesmos problemas. Para os Estados Unidos e seus aliados, é indispensável que Teerã interrompa a construção do reator de Arak e renuncie ao urânio enriquecido a 20%. Irã, por sua vez, exige que seja reconhecido seu direito a se enriquecer (o processo pelo que esse mineral se apura até se converter em combustível nuclear) e mais incentivos dos que os Seis lhe ofereciam inicialmente à mudança de limitar seu programa atômico.

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Logo elpais

Você não pode ler mais textos gratuitos este mês.

Assine para continuar lendo

Aproveite o acesso ilimitado com a sua assinatura

ASSINAR

Já sou assinante

Se quiser acompanhar todas as notícias sem limite, assine o EL PAÍS por 30 dias por 1 US$
Assine agora
Siga-nos em: