Yellen conquista primeiro voto para presidir Banco Central dos EUA

Um democrata recusa a nomeação da substituta de Bernanke.Na posição contrária, três republicanos respaldam a candidata de Obama

Janet Yellen, futura presidente d Banco Central dos EUA Reserva Federal,
Janet Yellen, futura presidente d Banco Central dos EUA Reserva Federal,EFE

O comitê bancário do Senado de EUA aprovou com uma margem bastante justo a candidatura de Janet Yellen à presidência da Reserva Federal só em uma semana após submeter ao exame dos legisladores. A nomeação da ainda vice-presidenta da Fed deve ser refrendada em pleno para que possa substituir a Ben Bernanke, quando deixe o banco central a final de janeiro. O previsível é que o voto no pleno seja a semana do 9 de dezembro.

Yellen recebeu 14 votos a favor e 8 na contramão. Em concreto, respaldaram-na todos os democratas menos um, Joe Manchin, e só três dos 10 republicanos da comissão, Bob Corker, Tom Coburn e Mark Kirk. Era o esperado, após ver a facilidade com a que respondeu na passada quinta-feira às perguntas dos senadores. Até os mais críticos com a estratégia da Fed, como a democrata Elizabeth Warren ou o republicano Robert Corker, se mostraram receptivos.

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Na segunda-feira, Janet Yellen defendeu por escrito a continuidade dos estímulos enquanto a recuperação mostre fragilidad. Ben Bernanke compartilhou a mesma visão em um ato ante economistas em Washington e assinalou que os tipos se manterão excepcionalmente baixos durante um tempo, inclusive após que o desemprego se coloque por embaixo do 6,5% que usa de referência.

Antes de voltar à normalidade monetária, a Fed deve decidir quando começa a desmontar a estrutura de estímulos estabelecida faz cinco anos. A ata da última reunião sugere que o primeiro recorte de dívida chegará mais cedo que tarde, “nos próximos meses”. Mas não está claro se será a final de dezembro ou na última reunião que presida Bernanke em janeiro.

O voto definitivo pelo que se designará a Janet Yellen presidenta da Reserva Federal não está fixado ainda no calendário do Senado. Em princípio não deveria ter maiores problemas para que prospere em pleno, mas neste caso há questões de procedimento que poderiam dilatar o processo. Em qualquer caso, como vice-presidente, poderia assumir o comando ao se ir Bernanke.

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