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Sampaoli admite que treinará a Argentina

“Como argentino, não posso recusar a possibilidade de treinar a minha seleção”, diz o técnico

O treinador espera que a AFA pague ao Sevilla a indenização de 1,5 milhão de euros para definir sua saída

Jorge Sampaoli.
Jorge Sampaoli. REUTERS

O técnico do Sevilla, Jorge Sampaoli, concedeu sua última entrevista coletiva como treinador da equipe andaluza se a Associação Argentina de Futebol, a AFA, chegar a um acordo com o clube andaluz para pagar a cláusula de 1,5 milhão de euros (cerca de 5,5 milhões de reais) que libera o técnico de treinar o Sevilla uma segunda temporada, como estipula seu contrato. “Meu sonho desde que tenho uso da razão é dirigir a seleção da Argentina. Como argentino, não posso recusar essa possibilidade, embora interrompa uma carreira na Europa que começou muito bem. Tenho que estar lá”, disse Sampaoli, que reconheceu pela primeira vez que escolheu treinar a Argentina e por fim à sua primeira aventura no futebol europeu. “Agora só falta que a AFA e o Sevilla encerrem o vínculo contratual que me liga ao clube. Isso será feito depois da partida contra o Osasuna, que eu quero que seja uma festa porque ganhamos o campeonato que tínhamos de ganhar depois dos três grandes e durante 30 rodadas lutamos com eles para ganhar o Campeonato Espanhol”, disse o argentino.

Sampaoli quis deixar claro que não elaborou a lista de convocados da seleção argentina que enfrenta o Brasil no próximo dia 9 de junho. “Não poderia fazer isso sem a autorização do presidente do Sevilla, que é o clube em que trabalho até que tudo seja resolvido”, esclareceu.

“A Argentina veio e transformou completamente a possibilidade de realizar este projeto no Sevilla. Foi difícil para eu chegar a dirigir um time na Europa e consegui por um momento que toda a Europa falasse do Sevilla. Estou muito grato a este clube, mas é a Argentina”, acrescentou Sampaoli, que reconheceu que dirigindo a seleção argentina não terá vida fácil. “É um desafio muito complexo.”

O Sevilla avisou o técnico que será inflexível com a AFA e quer que os dirigentes argentinos assumam a cláusula de 1,5 milhão de euros que libera o treinador. “Eu não posso me meter em questões de contrato. Isso é algo que deve ser resolvido pela AFA e pelo Sevilla. Todo mundo sabia das arestas que existiam no meu contrato”, argumentou Sampaoli, chateado com algumas informações sobre a possibilidade de que havia se recusado a dirigir o Sevilla no último jogo do Campeonato Espanhol, contra o Osasuna. “Agiram com más intenções contra mim. Ninguém vai me tirar do último jogo dirigindo o Sevilla. Há maldade em manchar uma festa e a intenção de atingir os 72 pontos, que são absolutamente relevantes”, acrescentou Sampaoli, que será, se nada sair errado, o próximo treinador da Argentina, que, no mês passado, demitiu o técnico Edgardo Bauza.

Sampaoli encontrará a seleção argentina no quinto lugar das eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2018, com 22 pontos. Um ponto à frente e em posição de classificação direta ao Mundial da Rússia está o Chile, que o técnico treinara entre dezembro de 2012 e janeiro de 2016.

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