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EUA proíbem computadores e tablets em voos de uma dezena de países

Aparelhos teriam de viajar na bagagem despachada, segundo a agência Reuters

Imagem de arquivo do controle de segurança em um aeroporto

O Governo norte-americano planeja proibir que os passageiros de determinados voos com destino aos Estados Unidos levem na cabine da aeronave grandes aparelhos eletrônicos, segundo fontes oficiais citadas pela agência Reuters. Esses equipamentos teriam de viajar no porão, dentro da mala despachada. A restrição, que responde a uma suposta ameaça terrorista, incluiria aparelhos como computadores portátil e tablets, mas seriam permitidos telefones celulares e certos equipamentos médicos.

A medida só afetaria companhias aéreas estrangeiras com voos originados em uma dezena de países, incluindo alguns no Oriente Médio, como Jordânia e Arábia Saudita. O veto pode ser anunciado oficialmente na segunda-feira ou na terça-feira depois de várias semanas em estudo.

A Royal Jordanian anunciou nesta segunda-feira no Twitter que a proibição afetaria seus voos aos EUA a partir de terça-feira, tanto os diretos como os que fazem escala no Canadá, conforme informa a Reuters. Um jornal saudita também informou que Washington comunicou Riad que os passageiros de voos para os EUA terão de despachar seus computadores e tablets.

Não é incomum os EUA reforçarem repentinamente a segurança em determinados voos internacionais, mas é incomum adotarem uma restrição severa como essa.

Em julho de 2014, os agentes de segurança dos aeroportos foram temporariamente autorizados a pedir que os passageiros ligassem seus aparelhos eletrônicos, que podiam ser confiscados caso não tivessem bateria suficiente. O reforço da segurança afetou alguns aeroportos da África, Europa e Oriente Médio com voos diretos para cidades norte-americanas e respondeu ao temor de que a Al Qaeda tivesse desenvolvido um novo tipo de bomba muito difícil de detectar.

Desde que assumiu a presidência no fim de janeiro, Donald Trump promoveu uma política fronteiriça linha-dura. Alegando motivos de segurança, republicano aprovou dois decretos, ambos barrados pela Justiça, para proibir temporariamente a entrada de cidadãos de determinados países de maioria muçulmana. Trump também aumentou o número de agentes de imigração.

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