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Exercício físico

Exercício físico intenso é melhor para o coração

Estudo com 10.000 pessoas determina que é mais importante o esforço feito do que a sua duração

Casal idoso corre em Madri, em 2015.

Para seu coração, é melhor correr do que nadar, embora a piscina seja mais benéfica que uma simples caminhada. Ou seja, quanto mais intenso for o exercício físico, melhor para o seu coração.

Trocando em miúdos, o que os pesquisadores da Clínica Universidade da Navarra demonstraram é que, para a população estudada (mais de 10.000 adultos), o risco de sofrer a chamada síndrome metabólica é 37% menor entre quem faz um exercício vigoroso ou intenso, em comparação aos que faziam exercícios apenas leves. Para o subgrupo dos maiores de 55 anos, o benefício chega a 90%. O estudo foi publicado na revista American Journal of Preventive Medicine.

O que os investigadores mediram foi a relação entre a síndrome metabólica e o nível do exercício. Os médicos dizem que uma pessoa tem essa síndrome quando sofre de três destas cinco condições: nível de glicose elevado, hipertensão, baixo índice de colesterol bom (HDL), índice elevado de triglicérides ou obesidade (medida pelo perímetro da cintura). Esse conjunto de situações é um determinante claro do risco cardiovascular e de diabetes tipo II (não congênita), diz o médico do trabalho Alejandro Fernandez-Montero, um dos responsáveis pelo estudo.

Para saber exatamente a que se referem quando falam de exercício leve, moderado ou intenso, os especialistas usam uma medida que muitos frequentadores assíduos de boas academias (dotadas de máquinas novas) certamente já conhecem: o MET (estimativa de equivalente metabólico), que equivale ao gasto energético de um adulto de 70 quilos em repouso. Chama-se assim porque esse consumo se deve ao metabolismo basal, ou seja, as funções corporais que não param nunca – a energia consumida pela circulação, processos celulares, respiração etc.

De acordo com essa escala, a Organização Mundial da Saúde divide o exercício em leve (um consumo de menos de 3 MET/hora), moderado (de 3 a 6) e intenso (mais de 6 MET). Como ninguém costuma andar por aí com um medidor de MET, o especialista dá algumas dicas quanto a isso: caminhar a passo muito rápido leva o gasto energético a 4,5 MET no máximo; a passo suave, a 2,5. A natação (40 minutos) se traduz em 6 METs; jogar uma partida de futebol, 7 METs; trotar (a 8 quilômetros por hora, ou 7,5 minutos por quilômetro) são 8 METs; e o atletismo, como por exemplo correr a 5 minutos por quilômetro, consome cerca de 12 METs.

A conclusão, para o médico, é clara: para manter o coração saudável, é mais importante a intensidade do exercício do que sua duração.

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