Fake news mata

Cecília se debate, após a morte do pai por covid-19, com um sentimento de culpa por ter acreditado que a doença era só um “resfriadinho”. Milhares de mortes no Brasil precisam entrar nos registros como “vítimas de desinformação”

Crianças assistem a aula a distância em Miami, nos EUA, em 7 de agosto.
Crianças assistem a aula a distância em Miami, nos EUA, em 7 de agosto.Jorge I. López / EFE
alana rizzo|clara becker

Esse foi o primeiro Dia dos Pais que Cecília Morais passou sem o seu, que morreu no dia 28 de maio, aos 63 anos, após ter sido infectado pelo coronavírus. Além do sofrimento provocado pela perda e intensificado por uma partida sem direito a ritual de despedida, Morais ainda se debate internamente com o sentimento de culpa. Perdida em uma guerra de narrativas, bombardeada por um excesso de informações nas suas redes sociais, ela não só foi ...

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