Explosão de carro-bomba deixa mais de 70 mortos e dezenas de feridos na capital da Somália

Autoridades temem que aumente o número de mortos no ataque, cometido supostamente por um motorista suicida que explodiu seu veículo em um cruzamento de Mogadíscio

Imagem do local do atentado com carro-bomba neste sábado em Mogadíscio.
Imagem do local do atentado com carro-bomba neste sábado em Mogadíscio.FEISAL OMAR / REUTERS
Agencias

Mais de 70 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas neste sábado na explosão de um carro-bomba em um posto de controle de estrada em Mogadíscio, na movimentada ligação entre a capital da Somália e a localidade de Afgoye, segundo fontes médicas. A primeira contagem havia identificado 94 mortos, mas após a recontagem as autoridades concluíram que 76 pessoas faleceram até a tarde deste sábado. De todas as formas, esse número ainda é provisório, assinalou o médico Yahye Ismail, pois leva em conta apenas as que foram registradas nos hospitais Erdogan e Maddina. Os hospitais conclamaram a população a doar sangue. “Pediu-se a outros pacientes, familiares e até médicos, enfermeiros e pessoal da administração hospitalar que doem sangue com urgência para ajudar as vítimas. A situação é ruim”, disse Ismail à agência EFE.

A responsabilidade pelo atentado ainda não foi reivindicada. Entre os mortos há dois engenheiros de nacionalidade turca, que no momento da explosão realizavam obras na estrada que une Mogadíscio com Afgoye, além de vários estudantes universitários que estavam num micro-ônibus. O atentado ocorreu às 8 horas locais (2 horas de Brasília), quando um suposto suicida explodiu seu veículo perto de uma repartição de impostos no posto de controle. Naquele momento, além dos veículos civis, havia no local carros da polícia, estudantes e vendedores de qat, um estimulante vegetal.

Embora nenhum grupo terrorista tenha assumido a autoria do ataque, o grupo jihadista Al Shabab se manifestou contra a construção dessa estrada. Mogadíscio sofre com frequência atentados do Al Shabab, organização que se integrou em 2012 à rede terrorista internacional Al Qaeda e controla parte do centro e do sul da Somália, onde pretende instaurar um Estado islâmico wahabista (ultraconservador). A Somália vive em estado de conflito e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohamed Siad Barre, o que deixou o país sem um Governo efetivo e nas mãos de milícias fundamentalistas islâmicas e de senhores da guerra.

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