JOGOS OLÍMPICOS

Boxeadores brasileiros fazem história na Olimpíada de Tóquio e brigam pelo ouro em duas finais

Bia Ferreira é a primeira pugilista do Brasil a se classificar para uma final na modalidade feminina, no peso leve. No ringue masculino, Hebert Conceição avança à disputa pelo 1º lugar no peso médio

Beatriz Iasmin Ferreira após se classificar para a disputa de ouro.
Beatriz Iasmin Ferreira após se classificar para a disputa de ouro.UESLEI MARCELINO / Reuters

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Da Bahia para o topo do pódio olímpico no Japão. O boxe brasileiro fez história nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, na madrugada desta quinta-feira e, pela primeira vez, classificou dois pugilistas em duas finais diferentes em uma mesma Olimpíada. A soteropolitana Beatriz Ferreira, 28 anos, é a primeira brasileira a disputar o ouro olímpico na modalidade. A campeã mundial do peso leve (até 60kg) se classificou para a final da categoria ao derrotar a finlandesa Mira Potkonen por decisão unânime dos juízes. Já o também baiano Hebert Conceição se classificou à final no peso médio masculino (até 75kg) ao derrotar o russo Gleb Bakshi, atual campeão mundial, por decisão dividida (4:1).

Baile de Favela é a trilha do sucesso brasileiro em Tóquio. Ao som do funk, Bia Ferreira foi dominante durante toda a luta. “Eu quero [a medalha] dourada, vou brigar até o fim. Vamos adiante, vamos subir no pódio, ficar no lugar mais alto e ouvir o nosso hino. Vai ser difícil tirar ela de mim. Treinei o tempo todo pra isso”, afirmou a brasileira após se classificar para a final, dando um show atrás do outro de talento e carisma no Japão.

A pugilista agora irá disputar o ouro contra a irlandesa Kellie Anne Harrington na madrugada de domingo (8) às 2h (horário de Brasília). O melhor resultado de uma brasileira no boxe havia sido a medalha de bronze de Adriana Araújo em Londres 2012, quando houve a primeira disputa feminina no ringue nas Olimpíada.

Uma hora depois da vitória de Bia Ferreira, Hebert Conceição também cravou sua ida à final olímpica e agora vai enfrentar o ucraniano Oleksandr Khyzniak na briga pelo ouro, marcada para a madrugada de sábado (7) às 2h45 (horário de Brasília). “Estou muito feliz com minha classificação pra final, com meu desempenho. É pouco tempo pra poder pensar e descansar. É só tirar o peso, aproveitar um pouquinho com a família, com os amigos, responder algumas mensagens, mas voltar logo para o foco, porque o ouro nunca esteve tão próximo, e agora é hora de abraçar essa oportunidade, fazer meu máximo, deixar toda minha energia dentro do ringue para poder buscar mais uma medalha de ouro para o Brasil”, comemorou o lutador.

Antes da dupla, Abner Teixeira (91kg) já havia conquistado uma medalha de bronze para o Brasil após chegar as semifinais do torneio. Embora tenha perdido para o cubano Julio César de La Cruz, no boxe olímpico os dois semifinalistas derrotados terminam em terceiro lugar.

O Brasil supera assim seu desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, quando conquistou três medalhas (dois bronzes e uma prata). Na Rio 2016, o também baiano Robson Conceição foi ouro no peso leve. “A Bahia é a Cuba brasileira”, disse o campeão olímpico à época. Se alguém tinha dúvidas de que o Estado é uma potência no boxe, não tem mais.

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