Leo Messi: “Não sei o Barcelona, mas eu fiz todo o possível para ficar”

Atacante argentino garante que reduziu seu salário em 50% para continuar como azul-grená: “Meu contrato nunca foi um problema”

Leo Messi chora na coletiva de imprensa, neste domingo no Camp Nou. Foto: Massimiliano Minocri | Vídeo: Reuters

Leo Messi deixa o FC Barcelona. Ou o Barcelona o deixa escapar, angustiado por uma dívida enorme e de mãos atadas pelo limite da massa salarial de um elenco que há muito ultrapassou o recomendável. Em uma coletiva de imprensa realizada neste domingo ao meio-dia (horário de Barcelona), o jogador, um dos melhores da história, símbolo do barcelonismo, explicou os motivos do seu adeus. E despediu-se daquele que foi seu clube desde 2001, quando se vestiu pela primeira vez de azul-grená aos 13 anos. Perguntado sobre se o clube fez tudo ao seu alcance para mantê-lo, Messi respondeu: “Não sei, o que tenho claro é que eu fiz todo o possível. Laporta me disse que não pôde fazer mais. Por causa da LaLiga e por causa da dívida do clube, pois não queria se endividar mais, isso não aconteceu. Ouvi muitíssimas coisas que foram ditas a meu respeito, mas o que sei é que fiz todo o possível para ficar”.

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E o argentino continuou, visivelmente doído, contrariado pelo final de uma história que não pensava que chegaria nem tão cedo nem desta maneira: “Meu contrato nunca foi um problema. Depois de um almoço com Laporta, fiquei convencido de que ficaria. Nós já tínhamos tomado a decisão. No ano passado eu não queria ficar e disse isso. Este ano eu queria, mas não foi possível”. Sua saída do clube azul-grená ocorre em condições um pouco estranhas e com um ambiente tenso depois de o jogador querer ficar para liderar o projeto do presidente Joan Laporta, apenas um ano depois de ter tentado, sem sucesso, forçar a sua saída com Josep Maria Bartomeu. Por isso, insistiu nos motivos pelos quais não pôde fazer mais para permanecer no clube: “Tinha reduzido meu salário em 50%, tínhamos fechado o contrato. E depois disso nada mais me foi pedido. Muitas coisas que se dizem não são verdade”.

Um auditório lotado, com toda a família Messi nas primeiras poltronas e metade do elenco da primeira equipe ao fundo, recebeu o jogador, de terno e gravata. E aplaudiu assim que o viu aparecer. Messi nem chegou à estante. Não conseguiu conter a emoção. E começou a chorar antes de chegar ao microfone. “Não estava preparado para isso. No ano passado estava convencido, quando aconteceu aquilo do burofax [serviço disponível na Espanha que permite o envio de documentos urgentes com rapidez], sabia o que tinha de dizer. Mas este ano não. Estava convencido de que íamos continuar aqui na nossa casa. Sempre quisemos o melhor para a nossa família”, começou o camisa 10.

“Cheguei com 13 anos e vou embora com a minha mulher e com três catalães-argentinos”, disse, referindo-se aos três filhos. “Voltaremos, porque esta é nossa casa”, disse Messi, que confessou ter imaginado seu adeus ao clube azul-grená de outra maneira. “Queria me despedir bem dos torcedores. Tinha imaginado minha despedida em um estádio lotado. O carinho das pessoas sempre foi o mesmo, eu sempre o senti. Oxalá possa voltar a fazer parte deste clube em algum momento, oxalá possa contribuir com algo”.

O atacante argentino continuará jogando. E quer fazê-lo no mais alto nível, embora ainda não tenha definido seu futuro. “Tenho companheiros que me explicam que quando isso termina é difícil, estamos acostumados com uma rotina e deve ser duro. Vou tentar continuar competindo até quanto puder”, declarou.

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