Pelé sobre a morte de Maradona: “Um dia, eu espero que possamos jogar bola juntos no céu”

Falecimento do craque argentino gera reações ao redor de todo o planeta

Maradona levanta a taça ao conquistar a Copa do Mundo de 1986 junto com a seleção da Argentina
Maradona levanta a taça ao conquistar a Copa do Mundo de 1986 junto com a seleção da ArgentinaCarlo Fumagalli (AP)

A morte nesta quarta-feira do ex-jogador de futebol e astro argentino, Diego Armando Maradona, gerou uma série de repercussões entre esportistas, políticos e celebridades que acompanhavam ou conviveram com o craque e nos times dos quais vestiu a camisa.

Uma grande parte das mensagens de pesar veio de líderes da esquerda latinoamericana, que sempre encontraram um aliado no craque argentino. Maradona tatuou o rosto de Fidel Castro, com quem manteve uma estreita relação pessoal, em sua perna esquerda, A lenda do futebol argentino morreu no mesmo dia que o dirigente cubano, visitou várias vezes a ilha e sempre defendeu suas políticas. Fidel foi um dos amigos políticos mais conhecidos de Maradona, mas não o único, o que se reflete em suas mensagens de condolências.

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El futbolista argentino, Diego Armando Maradona.
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(FILES) In this file picture taken on December 6, 2008 Argentina's national team coach and former football star Diego Armando Maradona gestures as he attends a felicitation programme at Salt Lake Stadium in Kolkata, India. - Argentine football legend Diego Maradona turns 60 on October 30, 2020. (Photo by Deshakalyan CHOWDHURY / AFP)
Maradona, 60 anos entre o céu e a terra
FILE PHOTO: Argentinian soccer legend Diego Armando Maradona reacts to fans during his first training session as coach of Dorados at the Banorte stadium in Culiacan, in the Mexican state of Sinaloa, Mexico September 10, 2018. REUTERS/Henry Romero/File Photo/File Photo/File Photo
Morre Diego Armando Maradona

Um dos primeiros a lamentar a perda foi o presidente da Argentina, Alberto Fernández. “Você nos levou ao topo do mundo. Você nos fez imensamente felizes. Você foi o maior de todos. Obrigado por ter existido, Diego. Nós vamos sentir sua falta por toda a vida vida”, escreveu em uma rede social.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, por sua vez, o lado político do craque, dizendo que ele tinha “compromisso com a soberania latinoamericana” e que, fora de campo, “foi um grande amigo do Brasil”.

Outro líder de esquerda que lamenta morte de Maradona é o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales. Ele se despediu de sua “irmão” também em um tweet. “Uma pessoa que sentiu e lutou pelo humilde, o melhor jogador de futebol do mundo”, publicou. “Diego era um grande defensor do futebol de altitude e amava muito a Bolívia. Grande amigo de causas justas. Não só o futebol mundial chora por ele, também os povos do mundo”, escreveu Morales em uma segunda mensagem. Os dois se encontraram várias vezes e sempre demonstraram admiração mútua.




Pelé, com quem Maradona disputava o posto de melhor jogador de todos os tempos, também fez questão de ressaltar que o ex-jogador era seu amigo ―a despeito da rivalidade entre as torcidas brasileira e argentina― e disse esperar que “um dia, possamos jogar bola juntos no céu”.

Outro depoimento comovente veio do ex-jogador e hoje comentarista esportivo Walter Casagrande Júnior, que chorou na televisão ao falar de Maradona nesta quarta-feira. “Fico chocado pela perda de um grande jogador, de um cara que eu conheci e gostava muito, e de um dependente químico. Eu sofro muito quando morre um dependente químico. Pra mim é muito duro”, disse ele ao Jornal Hoje, da TV Globo. A exemplo de Maradona, Casagrande também foi dependente químico por vários anos.

Os principais times da carreira de Maradona também prestaram suas homenagens nas redes sociais. O perfil oficial da seleção argentina ―pela qual Maradona venceu a Copa do Mundo de 1986 e foi vice em 1990― no Twitter disse que ele será “eterno em cada coração do planeta futebol”.

O Boca Juniors, clube pelo qual foi campeão argentino em 1981, antes de seguir para a Europa, disse que Maradona é “eterno”.

No Barcelona, o craque jogou entre 1982 e 1984, marcando 22 gols em 36 partidas. O time catalão agradeceu o jogador pelo período em que ele vestiu a camisa do clube.

O maior sucesso de Maradona em clubes, no entanto, viria no Napoli, da Itália, pelo qual disputou sete temporadas, conquistou dois campeonatos e uma Copa da UEFA. No Twitter, o clube napolitano escreveu “para sempre”.

Aliás, a devoção dos napolitanos pelo craque é tanta que nesta quarta-feira, após a morte do jogador, o prefeito de Nápoles, Luigi de Magistris, sugeriu trocar o nome do estádio local, o San Paolo, para Diego Armando Maradona. “Vamos chamar o Estádio San Paolo de Diego Armando Maradona!!!”, escreveu em sua conta no Twitter.

Em outro tweet, o prefeito lamentou a morte do eterno camisa dez do clube. “Morreu Diego Armando Maradona, o maior jogador de futebol de todos os tempos. Diego fez nosso povo sonhar, ele resgatou Nápoles com seu gênio. Em 2017 ele se tornou nosso cidadão honorário. Diego, napolitano e argentino, vocês nos deram alegria e felicidade! Nápoles te ama!”, afirmou o político.

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