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Canadá suspende as operações diplomáticas de sua embaixada na Venezuela

Chanceler alega que o regime de Maduro limitou o trabalho das delegações estrangeiras no país

A ministra de Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, em fevereiro
A ministra de Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, em fevereiro AFP

O Canadá se juntou aos Estados Unidos e aumentou o cerco diplomático ao regime de Nicolás Maduro. A ministra de Relações Exteriores canadense, Chrystia Freeland, informou neste domingo, 2, que suspendeu temporariamente as operações de sua Embaixada em Caracas e oferecerá assistência a seus cidadãos no país sul-americano através da delegação na Colômbia.

O Governo canadense alega que cessou suas operações e retirou seus diplomatas porque “o regime ilegítimo de Maduro tomou medidas para limitar a capacidade das embaixadas estrangeiras para operar na Venezuela, em particular as que advogam pela restauração da democracia”. O comunicado acrescenta, ainda, que “os diplomatas canadenses na Venezuela já não estão em condições de obter um credenciamento diplomático sob o regime de Maduro, e seus vistos vencem neste mês”. A chanceler Freeland também destacou que está avaliando o status dos diplomatas nomeados por Maduro em seu país.

Assim como o Canadá, os Estados Unidos transferiram suas operações para a Colômbia e mantém uma embaixada virtual no país por meio de uma conta de Twitter. Em março, o secretário de Estado Mike Pompeo anunciou que retirou seu pessoal de Caracas depois que Maduro decidiu romper relações com o país norte-americano, que foi o primeiro em reconhecer o presidente da Assembleia Nacional Juan Guaidó como presidente interino do país, uma posição prevista na Constituição venezuelana ante a ausência de um presidente eleito. No dia 10 de janeiro, Maduro assumiu um segundo mandato com base em eleições consideradas fraudulentas pela oposição e que não foram reconhecidas pela comunidade internacional. Cinco meses depois, mais de 50 países respaldaram a Guaidó.

A crise institucional em que a Venezuela está mergulhada desde janeiro acirrou as tensões de grande parte da comunidade internacional com o regime de Maduro. O Canadá forma, junto com o Grupo de Lima, o bloco de maior pressão para a transição política que impulsiona Guaidó. O Grupo voltará a se reunir no dia 6 de junho. “Apesar desta suspensão temporária, o Canadá continuará defendendo os direitos do povo venezuelano e a plena volta à democracia na Venezuela”, reitera Chrystia Freeland no comunicado.

Junto aos Estados Unidos e à União Europeia, o Canadá aplicou multas individuais a servidores públicos chavistas desde 2017, incluindo Maduro. Em setembro deste ano, emitiu uma lista de 54 nomes de venezuelanos com restrições para viajar e fazer transações nesse país.

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