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Ex-mulher de Jeff Bezos fica com 35 bilhões de dólares em ações da Amazon

Mackenzie Bezos manterá 25% da participação que compartilhava com o marido. Cofundadora da Amazon, ela abriu mão de sua parte no ‘The Washington Post’ e na Blue Origin

Jeff Bezos e Mackenzie Bezos em abril de 2018, na Alemanha.
Jeff Bezos e Mackenzie Bezos em abril de 2018, na Alemanha. (picture alliance via Getty Images)

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Mackenzie Bezos, ex-mulher de Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, manterá depois do divórcio 25% das ações que o casal detinha da Amazon, a empresa que criaram juntos há mais de duas décadas e que é a base de sua fortuna. Eles controlavam 16% do capital da companhia de varejo eletrônico, e agora ela disporá de 4% só para si — um volume avaliado em 35 bilhões de dólares, ou 134,8 bilhões de reais. Os 12% que permanecerão em poder de Jeff Bezos valem 107 bilhões de dólares (412 bilhões de reais).

O anúncio foi feito no Twitter pela própria Mackenzie, após semanas de especulação sobre os termos finais de um dos divórcios mais suculentos para o público, não só como fofoca de celebridades, mas também por sua relevância para uma das maiores empresas do mundo. O anúncio desta quinta-feira gera tranquilidade quanto ao controle da empresa, que segue nas mãos de quem é considerado seu verdadeiro guru, e além disso elimina as dúvidas sobre uma possível luta de poder desestabilizadora.

Bezos, cujo nome de solteira era Mackenzie Tuttle, anunciou o acordo de divórcio pelo mesmo meio que usou para comunicar sua separação, em 9 de fevereiro, após 25 anos de casamento. Em uma mensagem no Twitter, ela escreveu: “Sou grata por ter terminado o processo de dissolução de meu casamento com Jeff, pelo apoio mútuo e por todos os que nos contataram amavelmente, e desejosa de começar uma nova fase como pais e amigos”.

“Estou satisfeita por dar a ele todos os meus interesses no The Washington Post e na Blue Origin, e 75% de nossas ações da Amazon, mais o controle sobre os votos de minhas ações, para apoiar suas contribuições junto às equipes dessas companhias incríveis”, prossegue a mensagem. “Estou emocionada com meus próprios planos. Agradecida pelo passado enquanto espero o que vier depois.”

Desde este ano, Jeff Bezos é o homem mais rico do mundo. O fundador do Amazon tem uma fortuna de 131 bilhões de dólares, segundo a Forbes, ou de 150 bilhões, de acordo com a Bloomberg. A família Bezos detinha antes do divórcio 16% da propriedade da Amazon, uma empresa que faturou 230 bilhões de dólares em 2018, com um lucro líquido de 10 bilhões de dólares. Segundo as leis do Estado de Washington, um divórcio sem acordo poderia ter resultado na divisão pela metade de tudo o que o casal ganhou depois do casamento, o que teria feito de MacKenzie Bezos a mulher mais rica do mundo. Atualmente, esse título cabe a Françoise Bettencourt Meyers, herdeira do império L'Oreal, que segundo a Forbes tem 49 bilhões de dólares.

Jeff Bezos publicou sua própria mensagem na rede social com termos semelhantes ao usados por sua ex-esposa. “Em todo o nosso trabalho, as capacidades de MacKenzie foram claramente vistas”, escreveu. “Foi uma companheira, aliada e mãe extraordinária. É capaz, brilhante e carinhosa, e sei que sempre continuarei aprendendo com ela no futuro.”

O divórcio do casal Bezos foi uma surpresa no começo de janeiro, seguido por um enredo que colocou o homem mais rico do mundo em uma estranha posição como alvo de fofocas. Um tabloide de propriedade de um editor amigo de Donald Trump publicou imediatamente depois mensagens de texto privadas de Bezos com Lauren Sanchez, uma ex-apresentadora de televisão com quem supostamente mantinha uma relação extraconjugal desde meses antes da separação.

Bezos encomendou uma investigação particular sobre a origem das mensagens. O resultado indica que se tratou de uma operação com origem na Arábia Saudita para hackear informação privada do telefone de Bezos. O magnata insinuou que havia interesses políticos por trás disso, dada a inimizade do presidente Trump, que ataca constantemente a cobertura do Post sobre ele. De passagem, Bezos acusou o editor da revista, David Pecker, de tentar chantageá-lo.

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