Oscar 2019

A milionária sacola de presentes para os indicados ao Oscar: de bombons a cruzeiros

Ganhando ou não a estatueta, candidatos levarão para casa garrafas de limonada, uma viagem à Islândia, sessões de terapia contra fobias e uma escova de vaso sanitário

Doces com forma de estatueta do Oscar, em uma festa em 15 de fevereiro em Hollywood.
Doces com forma de estatueta do Oscar, em uma festa em 15 de fevereiro em Hollywood.VALERIE MACON (AFP)

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O típico ditado "não importa quem será o vencedor, o que importa é participar" se torna realidade no Oscar 2019. Pelo menos nas principais categorias, onde mais de vinte candidatos levarão para casa uma boa quantidade de presentes, acabem a noite com a estatueta de ouro na mão ou não. Nas últimas 17 edições desta entrega de prêmios, uma agência de marketing de Los Angeles (Califórnia) tem alcançado seu objetivo de se tornar conhecida presenteando cerca de 25 dos indicados ao Oscar mais populares —especialmente atores e diretores— com um pacote ou "sacola de presentes", como é geralmente chamada, cheia de mimos de todos os tipos. Este ano, segundo a revista Forbes, a famosa sacola terá um valor aproximado de 100.000 dólares (cerca de 376.000 reais), com cerca de 50 presentes de vários tipos.

Na lista divulgada pela revista, que teve acesso aos 53 presentes que serão entregues aos artistas, há desde objetos do cotidiano até experiências de luxo. Assim, o presente mais caro e luxuoso seria uma viagem avaliada entre 15.000 e 20.000 dólares (57.000 a 75.000 reais). As celebridades que decidirem fazer a viagem poderão escolher entre quatro destinos: Islândia, Ilhas Galápagos, Amazônia ou um pacote para a Costa Rica e Panamá. A experiência na Amazônia, por exemplo, incluiria um cruzeiro em que poderiam ver pássaros, primatas e tartarugas; na Islândia, também a bordo de um barco, visitariam várias ilhas e falésias e também a capital do país, Reykjavik. Não é a única viagem incluída: os indicados também são presenteados com uma semana em luxuosas casas na região de Calcídica, na Grécia.

As celebridades que recebem este pacote —os nomes não são divulgados, mas entre os principais indicados este ano estão Lady Gaga, Bradley Cooper, Christian Bale, Amy Adams, Rami Malek, Glenn Close, Emma Stone e Viggo Mortensen— também serão presenteadas com "sessões de terapia privadas para tratar fobias" com um especialista. Além disso, durante um ano poderão frequentar um clube de Los Angeles chamado MOTA, um espaço social e para fazer amizades com acesso somente para sócios onde se permite o consumo de maconha, legalizada na Califórnia há um ano. Também terão à disposição uma dezena de sessões com um conhecido personal trainer da cidade.

Além disso, os indicados receberão uma garrafa de absinto francês, um retrato em estilo vitral, um almoço em Los Cabos (México), vários produtos de beleza, tais como cremes para cabelo, xampus luxuosos, um secador de cabelo e um perfume personalizado, velas aromáticas, uma pulseira de lápis-lazúli, três meses de assinatura do The Wall Street Journal e uma bomba para tirar leite silenciosa. Entre os presentes mais prosaicos estão uma pasta de dente e enxágue bucal, um pacote de bombas de sal de banho e outro de cílios postiços, uma caixa de limonadas, camisetas e moletons, chocolates sem glúten e sem lactose, suplementos dietéticos, canetas, biscoitos e uma escova para vaso sanitário em forma de emoji que brilha no escuro.

Lady Gaga e Bradley Cooper, nomeados ao Oscar por 'Nasce uma estrela', na estreia do filme em Londres em setembro.
Lady Gaga e Bradley Cooper, nomeados ao Oscar por 'Nasce uma estrela', na estreia do filme em Londres em setembro.

Segundo explica a própria agência, ela sabe perfeitamente que estes indicados ao Oscar, geralmente estrelas ricas e famosas, poderiam pagar esses produtos com seu próprio dinheiro. "Não somos movidos por um senso de filantropia", afirmam em seu site. "Damos esses presentes pelo mesmo motivo que eles recebem 20 milhões de dólares [75 milhões de reais] por filme: porque sua marca pessoal tem grande valor". Dessa forma, reconhecem que "as pessoas costumam olhar os presentes que damos aos atores mais com inveja do que com apreço" e afirmam que "as empresas devem fazer seu próprio marketing e propaganda para continuar a fazer parte do negócio. Quanto mais essas promoções forem bem-sucedidas, mais ganhos terão e mais poderão doar a programas de caridade. Todos ganham”.