Dia da Visibilidade Trans

Brenda Lee, o anjo da guarda das travestis na luta contra a AIDS

A ativista transexual dos direitos LGBT, assassinada em 1996, completaria 71 anos em janeiro. Doodle em sua homenagem lembra o Dia da Visibilidade Trans

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Brenda Lee, a militante transexual brasileira, pioneira na luta contra a AIDS,  completaria 71 anos em 10 de janeiro e é o rosto que o Google usou nesta terça-feira, 29 de janeiro, para celebrar o Dia da Visibilidade Trans. Considerada o anjo da guarda das travestis, criou em 1986 a Casa de Apoio Brenda Lee, no centro de São Paulo, seu “palácio das princesas”, com objetivo de acolher e dar assistência médica, social, moral e material às pessoas com HIV.

Brenda Lee nasceu Cícero Caetano Leonardo, em Bodocó, Pernambuco, em 10 de janeiro de 1948. Aos 14 anos foi morar no bairro do Bexiga, na capital paulista. Comprou uma casa no bairro onde acolheu o primeiro portador do vírus HIV em 1984, numa época em que havia pouca informação sobre a doença.

Em 1988, firmou convênio com a Secretaria de Estado de Saúde do Estado de São Paulo para acolhimento e cuidado de soropositivos. O trabalho da ativista trans foi interrompido precocemente. Em 28 de maio de 1996, Brenda, então com 48 anos, foi encontrada morta, assassinada com tiros na boca e no peito, no interior de uma Kombi, na capital paulista.

A polícia prendeu os irmãos Gilmar Dantas Felismino, ex-funcionário de Brenda, e José Rogério de Araújo Felismino, na época policial militar, pelo crime. O motivo seria um golpe financeiro que funcionário tentou dar na ativista e que teria sido descoberto.

Em 2008, foi instituído o Prêmio Brenda Lee concedido quinquenalmente por ocasião das comemorações do Dia Mundial de Combate à Aids e aniversário do Programa Estadual DST/AIDS do Estado de São Paulo.

Com o assassinato de Brenda Lee, o espaço criado por ela foi vendida e se tornou uma organização não governamental, e entre 2011 e 2015 passou a oferecer apenas cursos. A Casa de Apoio Brenda Lee, reabriu em março de 2016, onde voltou a sua vocação original, de atender ao marginalizados pela sociedade. Atualmente, além do serviço de acolhimento, oferece atividades e engajamento social com treinamento de liderança, comunidade e defesas, psicológicos, jurídicos, educação, encaminhamentos e intervenção em defesa das vítimas.

#ConviverTransforma | Doodle Brenda Lee

O #GoogleDoodle de hoje homenageia "o anjo da guarda das travestis", a ativista dos direitos LGBTQI+ e mulher trans, Brenda Lee. Conhecida por sua dedicação incondicional, Brenda acolheu pessoas trans, travestis, homossexuais e portadores de HIV em sua casa, que foi reconhecida carinhosamente como "o Palácio das Princesas". Seu legado de amor vive até hoje. http://bit.ly/2xVG77t #ConviverTransforma - Descrição da imagem #PraCegoVer #PraTodosVerem A imagem em um fundo branco, mostra ilustração de vários prédios, e um deles, no centro, na cor amarela com janelas rosa. A palavra Google está acima, em letra cursiva, na cor rosa. Brenda Lee está a frente, loira, de vestido rosa, olhando para frente. Surge o texto "Brenda Lee foi uma mulher incrível" em letras amarelas. Ele desaparece e surge "Considerada a protetora de pessoas trans". Surge uma ilustração de castelo, nas cores amarelo, azul, rosa e branco. Acima o texto "fundou o Palácio das Princesas, uma casa de apoio em São Paulo". O vídeo vai em direção a porta rosa do castelo, que abre e surge o texto em letras rosa "e recebeu jovens que precisavam de amor e cuidado". Surgem do centro da tela um túnel de corações laranja, azul e branco. Surge texto "Sua história é um exemplo de solidariedade, alegria e acolhimento" e em tela amarela "mostrando que o convívio transforma vidas". Final com a bandeira trans, nas cores azul, rosa e branco, e a hashtag Conviver Transforma.

Gepostet von Google am Montag, 28. Januar 2019

Com informações do site Memórias & Histórias das homossexualidades, um espaço para recuperação, registro e divulgação das memórias e história dos ativismos, sociabilidades e manifestações culturais de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

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