“Falta um debate propositivo sobre corrupção, que olhe para as raízes do problema”

Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional, conversa com o EL PAÍS sobre o pacote de 70 medidas anticorrupção lançado por uma série de entidades em junho

A combate à corrupção é o grande pano de fundo da eleição, com o sistema político sob os efeitos da Operação Lava Jato. No entanto, a agenda sobre como lutar contra os desvios de recursos públicos ganha pouco espaço efetivo no debate: o que pode ser feito? O que deu certo em outros países? Para tentar avançar nessa seara, o EL PAÍS conversou com o diretor-executivo da Transparência Internacional, Bruno Brandão, no Segunda com Política, o programa semanal do jornal no Facebook durante a campanha eleitoral. “Falta um debate propositivo sobre corrupção, que olhe para as raízes do problema”, disse Brandão na entrevista, cuja íntegra está no vídeo acima.

O diretor-executivo detalhou a iniciativa da Transparência Internacional e de outras entidades reuniu quase 200 especialistas para formatar um pacote com 70 medidas contra a corrupção, "o maior pacote anticorrupção do mundo", lançado em junho. O compêndio aprofunda, amplia e revisa criticamente a discussão lançada pelas Dez Medidas Contra a Corrupção, patrocinadas pelo Ministério Público Federal na esteira da Lava Jato. Segundo Brandão, há principalmente propostas para o Legislativo, mas o pacote também contempla medidas a serem implementadas pelo Executivo. Durante a campanha eleitoral, as entidades lançaram a plataforma Unidos contra a Corrupção, que seleciona candidatos Ficha Limpa e que se comprometeram com as medidas anticorrupção.

Assista aos programas anteriores, nos quais o jornal entrevistou Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva, a antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, Ivo Herzog, do Instituto Vladimir Herzog, e a socióloga Fátima Pacheco Jordão.

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