Ao menos 17 mortos em Caracas após bomba de gás lacrimogêneo explodir em clube

Ministro do Interior e Justiça, Néstor Reverol, informou que sete pessoas foram presas, duas delas menores de idade

O clube onde ao menos 17 pessoas morreram.
O clube onde ao menos 17 pessoas morreram. Ariana Cubillos (AP)

Ao menos 17 pessoas morreram, entre elas oito menores de idade, na madrugada deste sábado em Caracas, a capital da Venezuela, após uma bomba de gás lacrimogêneo explodir no clube Los Cotorros, no bairro de El Paraíso, enquanto se realizava uma festa de formatura de vários estudantes, de acordo com o ministro do Interior e Justiça, Néstor Reverol. “Ocorreu uma briga na madrugada e uma das pessoas envolvidas jogou uma bomba de gás lacrimogêneo que fez com que as mais de 500 pessoas no clube entrassem em pânico, causando a morte de 17 pessoas”, disse Reverol à televisão estatal, que também informou que sete pessoas foram presas, entre elas dois menores. Não se sabe ao certo quantas pessoas ficaram feridas.

Algumas das mortes foram por asfixia e outras por traumatismos múltiplos, de acordo com os comunicados oficiais. Os feridos estão sendo atendidos no Hospital Pérez Carreño. O ministro Reverol também informou que das sete pessoas presas dois são menores, um deles o suposto responsável por jogar a bomba de gás. De acordo com as primeiras investigações, tudo começou quando um indivíduo jogou a bomba durante uma briga dentro do local, o que ocasionou a correria dos presentes. Na festa estavam 500 convidados, a maioria menor de idade. “Os falecidos estavam em uma festa no referido clube, quando um desconhecido manipulou o artefato e gerou o caos dentro do estabelecimento, ferindo várias pessoas, sendo levadas aos hospitais mais próximos, onde morreram após sua internação”, segundo o comunicado oficial.

Os mortos identificados pela Polícia Nacional Bolivariana são, até o momento, Luis Eduardo Barrios, de 46 anos; Jorhgen Alexander Castro, 19; Luis Roniel Guerra Alfonso, 19, Marcos Javier Altuve Valenzuela, 18, e Adrián Alejandro Blanco, 16.

A responsável pelo estabelecimento também foi presa por não cumprir “as medidas que devem ser adotadas para evitar a entrada de armas de fogo e munições” em lugares públicos, como informou Reverol. A explosão ocorreu à 1h30 da madrugada (2h30 de Brasília) durante uma festa de formatura do ensino médio de vários jovens no clube social Los Cotorros.