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Nove coisas que Meghan Markle não poderá fazer depois de entrar na família real

Duquesa de Sussex não poderá fazer selfies, pintar as unhas com cores fortes e dar autógrafos

Meghan Markle
Meghan Markle, duquesa de Sussex, em seu primeiro ato público depois do casamento, em 22 de maio de 2018. GETTY

Em 19 de maio, Meghan Markle mudou seu estado civil. Muitas mulheres de sua idade, 36 anos, passam pelo mesmo processo todos os dias, mas não em suas condições: embora ela tenha adquirido um ducado, deixou para trás sua vida solteira, seu país e sua carreira. Em uma cerimônia televisionada, casou-se com o príncipe Harry, o sexto na linha de sucessão ao trono, mas também se casou de modo simbólico com a família dele, os Windsor, a monarquia mais poderosa e midiática do mundo.

A vida de Markle começou a mudar meses antes, desde o noivado e depois pelo compromisso, mas com sua entrada oficial na família real britânica, sua rotina mudou para sempre. Para começar, há uma série de coisas que ela não poderá fazer, mais frívolas ou mais formais. Isto é o que acabou para Meghan Markle.

Representar

Em vários perfis e entrevistas, a já duquesa confessou que queria ser atriz desde menina. Não foi fácil ter uma carreira profissional de sucesso: trabalhou como recepcionista, fez anúncios publicitários, filmes de série B (ou C, ou D...) e pequenos papeis com apenas três palavras de texto. Sua grande oportunidade chegou com a série Suits, na qual conseguiu um papel de protagonista durante seis temporadas. Isso acabou: Meghan não poderá voltar a ser atriz agora que se incorporou às tarefas oficiais da família real britânica, morando em Londres e longe dos holofotes. Os sonhos de Oscar ficaram muito longe.

Votar

Markle ainda não é cidadã britânica; terá de passar por um longo processo, de ao menos cinco anos desde que resida no Reino Unido, e bastante enfadonho (para um cidadão comum, mas certamente não para ela) para obtê-la. No entanto, mesmo possuindo a cidadania britânica, não poderá votar. Segundo o portal do parlamento britânico, “não é proibido por lei que a família real vote, mas é considerado inconstitucional”.

O príncipe Harry, Meghan Markle, Kate Middleton e o príncipe William em 28 de fevereiro de 2018.
O príncipe Harry, Meghan Markle, Kate Middleton e o príncipe William em 28 de fevereiro de 2018. GTRESONLINE

Chegar atrasada, decidir quando comer, quando se levantar da mesa ou quando ir para a cama

Mais uma vez, imperam os costumes de Sua Graciosa Majestade. E a rainha deve ser a última (ou a primeira em tudo), sempre que estiver presente: ninguém pode entrar em um lugar depois dela (a não ser que se trate um evento excepcional como um casamento, quando Meghan, como noiva, foi a última a entrar), mas por sua vez será sempre a primeira a ir para a cama. Algo semelhante acontece com as refeições: Meghan — e todos os outros — terão de esperar a rainha comer para começar, e uma vez que ela terminar, não poderão continuar comendo.

Ter blogs ou redes sociais

Markle é fã declarada do Tignanello, um vinho italiano que deu nome ao seu blog, The Tig. Nele, a então atriz falava sobre viagens, gastronomia, estilo de vida e ações solidárias. No entanto, teve de fechá-lo em abril de 2017, quando seu relacionamento com o príncipe Harry veio à tona. Algo semelhante aconteceu com seus perfis nas redes sociais: em janeiro de 2018, suas fotos e comentários no Twitter, Facebook ou Instagram foram removidos. A partir de agora toda a sua atividade será divulgada pelas contas oficiais da família real ou do palácio de Kensington (sua residência oficial), que poucos minutos depois de seu casamento com Harry mudou a foto de seu perfil para incorporá-la de forma oficial.

A carta de despedida de Meghan Markle em seu blog The Tig e algumas fotos pessoais.
A carta de despedida de Meghan Markle em seu blog The Tig e algumas fotos pessoais.

Fazer selfies

Se a rainha não gosta de algo, isso não se faz. É a máxima seguida na casa real britânica. Não, a rainha Elizabeth II não gosta de selfies. Isso foi revelado aos meios de comunicação britânicos por Matthew Barzun, agora embaixador dos Estados Unidos no Reino Unido, que explicou que nos eventos aos quais comparece, a rainha “gosta de cumprimentar as pessoas e conversar com elas”.

Pintar as unhas com cores fortes

Na cerimônia de casamento com o príncipe Harry, a duquesa de Sussex fez uma referência à rainha Elizabeth II e usou sua cor de unhas favorita, da tonalidade Ballet Slippers, da marca Essie. Um rosa muito delicado e clássico que combinava muito bem com o vestido de noiva dela. No entanto, não será a última vez que vamos vê-la usando unhas nesse tom ou num semelhante, pois as mulheres da realeza não usam cores fortes. Outra coisa é que ela quebre o protocolo, claro...

Usar salto anabela

Pouco depois de se casar com o príncipe William, Kate, a duquesa de Cambridge, usava saltos anabela altíssimos com assiduidade. No entanto, ela parou de usá-los logo depois e passou a calçar sandálias, sapatos com salto ou mocassins. Embora outros membros de casas reais (sem ir mais longe, a Rainha Letizia) sejam vistos com eles em muitas ocasiões, não os procurem em atos oficiais em Kate... e nem, pelo visto, em Meghan.

Camilla, Duquesa da Cornualha, e Meghan Markle.
Camilla, Duquesa da Cornualha, e Meghan Markle. Chris Jackson/Getty Images

Usar saias muito curtas, roupas que deixem as pernas descobertas (ou cruzá-las)

Em sua primeira aparição pública depois do casamento, o look da duquesa de Sussex chamou a atenção pelas meias, transparentes, mas com um toque esbranquiçado que fez suas pernas parecerem ainda mais claras que as de sua quase sogra, Camilla da Cornualha. Foi por causa das meias, pois as mulheres da família real, por protocolo, não devem usar roupas que deixem as pernas descobertas, por isso sempre usam meias, mesmo que sejam finas. A mesma coisa acontece em relação a cruzar as pernas ou usar saias curtas: para evitar que se veja mais pele do que o desejado se exige recato, muito recato.

Dar autógrafos

Em seus primeiros eventos com seu então prometido, Meghan Markle sorria para a multidão, apertava as mãos das pessoas e se aproximava delas para tirar fotos e dar autógrafos. Isso acabou, já que os membros da família real britânica não podem dar autógrafos, supostamente porque suas assinaturas podem ser copiadas (além de poderem ser vendidas no mercado de segunda mão por uma margem substancial). De fato, quando escrevem em um livro de assinaturas, geralmente usam apenas o primeiro nome. O príncipe Charles abriu uma exceção em 2010, com uma família que fora vítima de inundações.

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