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Manchester City paga 256 milhões de reais pelo zagueiro francês Laporte

Guardiola, preocupado com a defesa do City, pediu o reforço que atuava no Athletic Bilbao

Laporte, em um dos últimos treinos com o Athletic.
Laporte, em um dos últimos treinos com o Athletic. REUTERS

Pep Guardiola volta a apostar no zagueiro francês Aymeric Laporte, do Athletic Bilbao — que lhe disse não em 2016, quando parecia que estava prestes a pegar o avião para Manchester — ao desembolsar 65 milhões de euros (256 milhões de reais) para pagar a multa do defensor e confirmar sua transferência ainda nesta janela de meio de temporada. O Manchester City representa uma chance para Laporte ganhar a Premier League, disputar a Champions League e se candidatar a uma vaga na Copa do Mundo: muitas possibilidades para um jogador de 23 anos e que deixaram o Athletic sem margem de manobra para igualar uma oferta impossível que, com a renda variável do contrato, duplica o valor que o zagueiro tinha com o Athletic. Em contrapartida, Laporte assume uma responsabilidade máxima em um clube exigente, com um treinador não menos exigente e muito arriscado no jogo de seus zagueiros. E com o peso de ter se tornado o segundo zagueiro mais caro da história depois do holandês Van Dijk, contratado pelo Liverpool por 78,8 milhões (310 milhões de reais) pagos ao Southampton.

O clube espanhol anunciou a transferência em seu site oficial e agradeceu ao jogador pelo trabalho realizado, embora, imediatamente depois, tenha afirmado que continuará trabalhando "para que o Athletic continue a ser a aspiração máxima de todo jogador".

Por sua parte, Laporte não pôde se despedir pessoalmente (como queria) porque o City, já dono do jogador, queria ser o primeiro a apresentá-lo na manhã de terça-feira. Laporte se despediu por escrito desejando que sua partida "não seja um adeus, e sim um até breve" depois de afirmar: "No Athletic, me formei como jogador e como pessoa desde que cheguei ainda adolescente. Aqui deixo um clube único e diferente, do qual não vou me esquecer".

Apesar disso, o Athletic engorda sua conta corrente. O pagamento das multas rescisórias de Javi Martínez (40 milhões de euros) pelo Bayern, Ander Herrera (35 milhões de euros) pelo United, e agora de Laporte (65 milhões de euros) pelo City totalizou 140 milhões de euros (cerca de 550 milhões de reais), o equivalente ao custo das obras do novo estádio San Mames, que subiu para quase 141 milhões de euros (terrenos e licenças à parte, somando 45,6 milhões de euros). Ou ainda, a ida de Laporte ao City cobre mais de metade do orçamento para esta temporada, que soma 116 milhões de euros.

Os cofres se fortalecem, mas o projeto está enfraquecido, ainda mais por perder o líder da defesa, um especialista, único zagueiro canhoto e a melhor garantia na saída da bola. Além disso, sua partida ocorre no pior momento do Athletic, com prenúncio de divórcio entre a equipe e torcedores.

Íñigo Martínez, do Real Sociedad, foi o primeiro nome que surgiu como objeto de desejo do Athletic para cobrir a saída do zagueiro francês. O Athletic sempre o teve em suas orações ou, pelo menos, em seu livro de orações para pedidos, embora o zagueiro defenda o rival local.

Quando o Barcelona considerou sua contratação em meados de 2017, Martínez pensou que ter deixado a multa em 32 milhões de euros (126 milhões de reais) havia sido uma decisão acertada: "Queria manter essa liberdade de decidir por mim mesmo, e não que uma cláusula me impedisse de tomar uma decisão". No fim, Valverde não o recrutou para o Barça, e agora o Athletic volta a sondar o jogador: sendo da Liga espanhola, o Athletic tem um mês para convencê-lo e inscrevê-lo. O clube pode pagar a multa sem esforço e tem condições de oferecer uma boa oferta ao jogador. O Athletic está muito acima da maioria dos clubes, exceto do Real Madrid, Barça e Atlético de Madrid, com vários jogadores com contratos que superam quatro milhões de euros (15,8 milhões de reais) por temporada.

O City ganha mais um nome promissor em seu elenco e reforça sua zaga, que já contava com Otamendi, Stones e Kompany. Guardiola ainda busca um atacante nesta janela (que se encerra no dia 31 de janeiro), pois perdeu a disputa com o United por Alexis Sánchez, principal alvo, e tem Gabriel Jesus e Leroy Sané no departamento médico.

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