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“A liga não está decidida. Vamos a Málaga para ganhar”

Real Madrid só precisa de um ponto para conseguir o título, mas técnico e jogadores dizem que não vão jogar pelo empate

Málaga x Real Madrid Campeonato Espanhol Ampliar foto
Comemoração dos jogadores do Real após gol de Cristiano Ronaldo contra o Celta. AP

Um céu encoberto recebeu o Real Madrid na última quarta-feira ao chegar em Vigo, no início da tarde. Aproveitando o feriado – Dia das Letras Galegas – centenas de torcedores foram receber a equipe no aeroporto. Na cidade só bares e restaurantes estavam abertos. Nem todos sabiam da partida, claro. Um taxista, alheio a tudo perguntava: O Celta joga hoje? Mas por que? Que horas? Não sabia do adiamento e não se lembrava da tempestade de fevereiro que obrigou o jogo a ser cancelado. O sol surgiu no final da tarde em Balaídos. Com o entardecer de Vigo, o Real Madrid venceu a partida e se aproximou do título. Agora só falta um ponto para conquistar o Campeonato Espanhol. No próximo domingo, no La Rosaleda, o time merengue visita o Málaga em busca de seu 33º título na competição.

“Não, não está mais próximo porque ainda nos falta uma partida e um ponto. Precisamos continuar com o que estamos fazendo. Não está ganho, precisamos jogar uma última partida que pode ser complicada”, analisou Zinedine Zidane. Ele, que sempre diz que pensa positivo e que afasta tudo o que é negativo, apareceu com uma expressão tão séria que parecia ter deixado os três pontos em Balaídos ao invés de ter vencido. “Não, não! Então vou sorrir. Estou muito, muito contente, um pouco cansado porque não jogo, mas a tensão é a mesma de quem joga.”

“O primeiro tempo foi lá e cá e não é bom para nós jogar com muita pressa. Fazemos melhor as coisas tocando, pensando e mantendo a posse de bola, o segundo tempo foi melhor”, afirmou Zidane. A segunda etapa começou com um gol de Cristiano Ronaldo, o segundo da noite. Gol que lhe valeu mais um recorde para seu currículo. O português se transformou ontem no maior goleador dos cinco grandes campeonatos europeus (Espanha, Inglaterra, Alemanha, França e Itália). Dos 368 gols marcou 284 no Espanhol e 84 no Inglês; superou Jimmy Graves (366) e Gerd Müller (365), atacantes de outras épocas. “Estou bem”, disse CR7. Além de estar no auge de sua forma, Cristiano Ronaldo recuperou a velocidade que era sua característica. “Zidane fez um trabalho muito bom. Temos um grande elenco e eu me preservei um pouco mais esse ano. Queria estar bem para a parte decisiva da temporada”, afirmou.

“Ainda não está decidido. Precisamos ir a Málaga e ganhar porque precisamos demonstrar que somos os melhores”, acrescentou o português que, após o primeiro gol contra o Celta, recebeu os abraços de todos os que estavam no banco e depois do segundo foi soterrado por Sergio Ramos, Casemiro e companhia. “O vestiário está contente, quando você joga com atitude, personalidade e trabalha como todos trabalham... É para ficarmos contentes e animados”, concluiu Zidane.

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