Eliminatórias da Copa de 2018

FIFA multa México pela sétima vez por gritos homofóbicos

Federação Mexicana de Futebol recebe nova sanção por causa dos cantos entoados no último jogo contra a Costa Rica

Torcida mexicana no estádio Azteca, em março passado.
Torcida mexicana no estádio Azteca, em março passado.D. Sánchez / Cuartoscuro

No México, as pessoas não se cansam nunca de gritar “puto” nos estádios. A FIFA sancionou pela sétima vez a Federação Mexicana de Futebol por causa dos gritos homofóbicos de seus torcedores. O caso mais recente aconteceu na disputa entre México e Costa Rica no estádio Azteca pelas eliminatórias para a Copa do Mundo. Apesar das multas constantes, os torcedores insistem em manter o grito de “Eh, puto!” a cada tiro de meta cobrado pelo time adversário.

A entidade máxima do futebol mundial vem punindo esse grito homofóbico (no Brasil, “eh, bicha!”) desde a Copa de 2014, no Brasil. A FIFA é taxativa ao classificá-lo como antiesportivo e de caráter discriminatório. No México, seus defensores argumentam que se trata de uma expressão coloquial que não seria usada de forma pejorativa. A multa aplicada agora é de 191.974.000 pesos (cerca de 32.000 reais). Os dirigentes mexicanos já desembolsaram cerca de dois milhões de pesos por causa do comportamento de seus torcedores.

No jogo entre México e Costa Rica, os funcionários ligados à seleção fizeram fortes pedidos explícitos no estádio para que não se gritasse na direção do goleiro adversário a cada cobrança de tiro de meta, pois isso poderia levar a um veto de se jogar no estádio ou um corte de pontos nas eliminatórias para a Copa. Quando Kelylor Navas se preparava para chutar a bola, aparecia o pedido para não se dar o grito. Este, porém, acabou contaminando os próprios torcedores costa-riquenhos, que faziam o mesmo para ofender Guillermo Ochoa. Numa tentativa de abafar o grito, os alto-falantes do estádio faziam soar simultaneamente uma gravação com o grito de “México!”.

A Argentina e o Brasil também foram punidos pelo mesmo motivo em 21.000 dólares (67.000 reais) e 35.000 dólares (112.000 reais) respectivamente. “Além de avaliar os possíveis incidentes e sancioná-los imediatamente, a FIFA adotou uma estratégia global com o objetivo de por um fim à discriminação”, afirma o comunicado da entidade.