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Justiça mantém prisão preventiva de ex-treinador espanhol por abuso sexual de menores

Miguel Millán treinou a seleção nacional de provas de atletismo combinadas, função da qual foi afastado em dezembro

Millán, em imagem divulgada pela Federação Canária de Atletismo.
Millán, em imagem divulgada pela Federação Canária de Atletismo.

A Segunda Sessão do Tribunal Regional de Santa Cruz de Tenerife decidiu ratificar a prisão preventiva do técnico de atletismo Miguel Ángel Millán, acusado de suposto crime de abuso sexual contra menores. No texto da decisão, ao qual o EL PAÍS teve acesso, rejeita-se o recurso impetrado por Millán contra o mandado de prisão preventiva expedido pela juíza titular no Segundo Tribunal de San Cristóbal de La Laguna (Tenerife), alegando-se haver motivos suficientes para a permanência de Millán na prisão, com o objetivo de “evitar uma possível reincidência criminosa” e uma possível permanência de seu “procedimento ilícito”.

Miguel Ángel Millán está preso desde 9 de janeiro passado, depois de se recusar a depor em relação à acusação de praticar abuso sexual contra menores de idade (entre 14 e 15 anos) durante o período em que foi treinador em Tenerife, em 2011 e 2012.

Ele fora detido em dezembro após a apresentação de uma denúncia, em Tenerife, e a realização de uma investigação que possibilitou reunir também depoimentos de outros abusos cometidos em Murcia e em Barcelona. Nesses últimos casos, o crime está prescrito, diferentemente dos casos das duas vítimas de Tenerife. Um dos depoimentos que acabou vindo a público é o do vice-campeão olímpico de decatlo em 1992, Antonio Peñalver, que afirmou ter sofrido abuso por parte de Millán durante seu período em Murcia. Millán foi treinador da seleção nacional de provas de atletismo combinadas, função da qual foi afastado logo depois do início das investigações. Além disso, ele integrou a comissão técnica da Federação Espanhola de Atletismo. Millán aguardava seu julgamento em liberdade.

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