Lançamento da Apple

Apple lança iPhone 7 e um Apple Watch submergível

Empresa apresenta fones de ouvido sem fios e uma câmera dual Faz uma parceira com a Nintendo para lançar Super Mario, e com Nike para seu novo relógio

O presidente de Apple, Tim Cook, durante a apresentação do novo iPhone 7.
O presidente de Apple, Tim Cook, durante a apresentação do novo iPhone 7.MONICA DAVEY (EFE)

A Apple lançou o esperado iPhone7, com câmera dual, novas cores e um app para controlar a casa. “É o melhor celular que criamos até agora”, disse Tim Cook, o executivo-chefe da empresa, durante o evento no qual apresentam suas novidades todo mês de setembro. Tem um design refinado com base no iPhone 6 e 6S, e é sensível à pressão. Phil Schiller, responsável pelo produto, detalhou seus aspectos-chave: melhor design e novas cores. Virá em preto, prata, dourado e rosa. O aparelho mais bem-sucedido da história da Apple muda seu botão principal, que será mais sensível. Será possível responder a notificações e estará aberto a desenvolvedores para que o usem em aplicativos. Entre o mais esperado, e o necessário, está a resistência do telefone ao pó e à água.

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A câmera, um de seus pontos fortes, é ainda melhor. Muito mais luminosa para uso em interiores. Mantém-se em 12 megapixels, mas tem um novo sensor. O flash, quádruplo, promete cores mais naturais, com compensação de tons para ser mais fiel à realidade. A Apple acrescentou um processador somente para gerir esse aspecto. A febre da selfie é alimentada por uma câmera frontal de sete megapixels.

Do mesmo modo que a Huawei havia feito, aliada com a Leica, a Apple incluiu um sistema de dupla câmera para criar um jogo de lentes e ter melhor profundidade de campo. Servirá também para fazer zoom e permitir um aumento. Será possível, assim, fazer fotos como se houvesse uma teleobjetiva, sem perda de qualidade.

A Apple decidiu acabar com o conector dos cabos dos fones de ouvido. O iPhone7 terá dois alto-falantes estéreo e seus EarPods se conectarão pela interface Lighting.

Música e videogames

Tim Cook chegou ao abarrotado Auditório Bill Graham fazendo karaokê em um carro, a brincadeira da moda, com James Corden ao volante. Contou que a Apple Music possui mais de 17 milhões de assinantes, uma cifra longe dos mais de 30 do Spotify, mas digna por estar há menos de dois anos no mercado.

Depois de dar boas-vindas, ele se concentrou na grande surpresa da AppStore, sua loja de aplicativos: a chegada de Super Mario, o grande herói icônico do videogame a seus aparelhos. De modo inesperado, apareceu em cena Shigueru Miyamoto, o pai de Mario Bros, o Disney do Japão, para mostrar seus primeiros jogos com os carismáticos.

O criador japonês de videojogos Shigeru Miyamoto intervém durante a apresentação dos novos produtos da companhia Apple.
O criador japonês de videojogos Shigeru Miyamoto intervém durante a apresentação dos novos produtos da companhia Apple.MONICA DAVEY (EFE)

Tudo isso enquanto a Sony apresentava novidades do PlayStation em Nova York, golpe de mestre de duas empresas com concepção de produto muito semelhante. Depois da experiência Pokémon como grande fonte de receita, esse movimento se posiciona como um acerto que chega a todas as faixas de usuários. Os títulos estarão no mercado antes do Natal. No total foram baixados 140 bilhões de aplicativos desde a abertura da loja. O iPhone e o iPad são os aparelhos mais usados para videogames, a categoria que gera mais dinheiro.

John Hanke, o mago por trás do Pokémon Go, um aplicativo com mais de 500 milhões de downloads, explicou que logo a captura de criaturas chegará ao Apple Watch. Será uma colaboração entre a Nintendo, Apple e Niantic, a empresa de sua criação.

A educação é outro dos pilares da Apple. Susan Prescott, a vice-presidente da Apple do setor, mostrou como através do iWork, seu pacote de aplicativos corporativos, será possível colaborar em grupo em tempo real.

Relógios

Cook contou que a Apple se transformou no segundo fabricante de relógios do mundo por receitas em apenas um ano, ficando atrás somente da Rolex. A nova geração será resistente à água, terá melhores sensores de movimento. O Series 2, como se chama o modelo melhorado, surpreende por sua resistência e foco esportivo. Os gráficos foram potencializados e ficaram com o dobro de resolução. Outro problema, o contraste com luz direta do sol, foi resolvido. O mesmo acontece com o GPS: será independente e permitirá que se corra com ele.

O destaque ao design, tão típico da Apple, continua com um novo modelo em branco, assim como complementos da empresa de luxo Hérmes. A febre runner se reflete em uma aliança com a Nike. Farão uma edição espacial para os amantes desse esporte. O fator social, com acerto potencializado pelo Fitbit, chegou à Apple. Será possível competir com amigos e fazer treinamentos juntos.

Os novos relógios custarão 369 dólares (1.180 reais). O anterior, mas com duplo processador, sai por 269 dólares (860 reais). Em 9 de setembro começam as reservas e estará à venda no dia 13. O da Nike chegará em outubro.