Cinco vídeos que contestam a versão da PM sobre a manifestação em São Paulo

Imagens mostram uso desproporcional da força. Polícia diz que agiu para "proteger vidas"

Bomba de gás atirada no Largo da Batata em São Paulo.
Bomba de gás atirada no Largo da Batata em São Paulo.SEBASTIAO MOREIRA (EFE)

O coronel afirmou que não "reconhece nenhum excesso" por parte da polícia e que os agentes agiram para conter um tumulto. A reportagem do EL PAÍS não presenciou tumulto, assim como outros meios de comunicação. Vídeos, como o abaixo, mostram a atuação da PM quando a manifestação já havia praticamente se dispersado.

Manifestantes e jornalistas sofreram com o enfeito das bombas de gás lacrimogêneo. "A nossa tropa foi recebida, como vem sendo recebida sistematicamente, com resistência ativa e passiva", disse o coronel, que a descreveu como "austeridade com gesto e palavras e arremesso de latas, pedras e garrafas contra a tropa"

Protesto em SP: Repórter da BBC Brasil é agredido por policiais

O repórter da BBC Brasil Felipe Souza foi agredido com golpes de cassetete por policiais, mesmo depois de se identificar como jornalista, enquanto cobria o protesto contra o governo Temer neste domingo em SP. Felipe registrou a agressão em #VÍDEO e relata como tudo aconteceu. À BBC Brasil, a Secretaria de Segurança Pública de SP disse que "os fatos narrados pelo repórter serão investigados e solicita que o jornalista registre um boletim de ocorrência".

Gepostet von BBC News Brasil am Sonntag, 4. September 2016

Bares e o comércio nas proximidades do Largo da Batata, onde o ato foi encerrado, sentiram os efeitos dos gases, como mostra as imagens abaixo registradas no vídeo feito por Adriano Choque, para a Mídia Ninja. "Eventualmente podem haver denúncias de desvio de conduta. Todos esses desvios são objetos de apuração rigorosa", disse o coronel.

"Do incidente que houve ontem, controlado e sem nenhum ferido, quantas vidas nós salvamos? Quanto nós impedimos de qualquer risco de vidas que estavam lá?", disse Fyskatoris.

Policiais disparam spray de pimenta dentro de um bar

MAIS VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO Frequentadores e manifestantes gritavam "Não vai ter selfie" dentro de um bar na região do Largo da Batata, quando uma viatura policial passou em frente e disparou spray de pimenta contra as pessoas, que não estavam praticando qualquer ato de vandalismo. É apenas mais um dos relatos que chegam sobre a repressão desproporcional neste domingo. Vídeo e reportagem por Wladimir Raeder, para o Democratize

Gepostet von E-Democratize am Sonntag, 4. September 2016

O Ministério Público Federal anunciou nesta terça-feira que abrirá um inquérito para apurar as denúncias de violações dos direitos humanos nas últimas manifestações em São Paulo e no Rio de Janeiro. A procuradoria informou, em nota, que irá coletar informações, imagens e áudios das próximas manifestações e da conduta da polícia durante os protestos.

QUESTIONADOS POLICIAIS assumem seu papel de "PROTEGER o ESTADO" e NÃO AS PESSOAS A PM ataca uma manifestação pacífica, joga bombas sobre mulheres, idosos e crianças, fecha as portas do metrô na hora que as pessoas estão entrando em pânico, deixando os manifestação acuados dentro e fora da estação. Quando questionados, fica evidente a total falta de preparo para lidar com um protesto pacifico. Por Lucas Martins • Jeniffer Mendonça • Pai de secunda • Victor Just especial para os Jornalistas Livres Edição Renata Simoes

Gepostet von Jornalistas Livres am Sonntag, 4. September 2016

A abertura desse procedimento atende às representações envidas pelo grupo Tortura Nunca Mais e pelo Sindicato dos Advogados de São Paulo denunciando as violações.