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Rejeitados por Guardiola assinam com novos clubes no último dia de janela

Premier League, Bundesliga e Serie A italiana gastaram mais que La Liga na janela europeia

Nasri se apresentou ao Sevilla.
Nasri se apresentou ao Sevilla. EFE

Samir Nasri e Joe Hart foram os destaques dos dois últimos dias de janela de transferências do verão europeu. Rejeitados pelo técnico Pep Guardiola no Manchester City, saíram do clube inglês e chegaram às suas novas equipes a pouco tempo do fim da janela. O meia francês fechou com o Sevilla, enquanto o goleiro inglês foi por empréstimo ao Torino.

O Campeonato Espanhol encerra essa “janela” atrás da Premier League (Campeonato Inglês), da Bundesliga (Alemão) e da Serie A (Italiano) no que diz respeito à quantia gasta em contratações, que ficou abaixo dos 571 milhões de euros (cerca de 2,07 bilhões de reais) transacionados um ano atrás. Naquela ocasião, o investimento registrado por todas as operações realizadas pelos vinte times da primeira divisão espanhola superou em 170 milhões (R$ 617,7 milhões) o valor arrecadado por suas vendas. Agora, os dois pratos da balança quase se igualam: as saídas de jogadores somaram 450 milhões (R$ 1,6 bilhão), enquanto as contratações chegaram a 470 milhões (R$ 1,7 bilhão), bem longe da Premier, que chegou a 1,4 bilhão de euros (R$ 5,09 bilhões). Os times italianos ficaram nos 700 milhões (R$ 2,5 bilhões); os alemães, que têm um torneio com dois times a menos, registraram 550 milhões (R$ 1,99 bilhão).

A leve queda pode ser explicada, em grande parte, pela contenção do Real Madrid. Normalmente muito agressiva nesses momentos, a equipe investiu este ano apenas os 30 milhões de euros (R$ 109 milhões) que já havia acertado com a Juventus para trazer de volta o atacante Álvaro Morata. É a mesma quantia gasta quatro anos atrás em uma janela em que fez apenas a contratação de Luka Modric. Desde 1998, a equipe nunca gastou menos do que isso. Há 18 anos, havia gasto apenas quatro milhões de euros por Iván Campo e pelo brasileiro Rodrigo. Desde então, à exceção do início da temporada 2012-2013 e da janela atual, o clube não só passou a gastar mais do que 30 milhões, como também sempre gastou mais do que recebeu. Nesta janela, as saídas de Jesé, Cheyshev, Medrán e Omar Marcarell renderam mais de 35 milhões de euros. “Temos um elenco espetacular, impossível de ser melhorado”, justificou nesta quarta-feira o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, durante evento no Santiago Bernabéu. Da mesma forma, ninguém deixou o Real Madrid, em uma janela tranquila para o clube.

O Granada assinou nas últimas horas de mercado com seis jogadores de seis nacionalidades diferentes

O Barcelona, nesse contexto, acabou por se tornar o time que mais agitou a janela. Pagou 122,7 milhões de euros (R$ 445,8 milhões), à parte de possíveis variações acertadas conforme a produtividade dos atletas, por seis jogadores (André Gomes, Umtiti, Digne, Cillesen, Alcácer e Denis Suárez), que não chegam para ser titulares, mas que permitirão à equipe uma rotatividade da qual careceu em vários momentos na temporada passada. O Atlético de Madri, por sua vez, teve como principais contratações o atacante Gameiro e o meia-atacante Gaitán, além de nomes como Vrsaljko, Jota e Werner. Além do que fizeram os grandes, as últimas horas da janela foram agitadas, tendo como epicentro o Granada, o Espanyol e o Osasuna. Assim como o Valencia. Neste último, confirmou-se a chegada de Mangala para compensar a saída de Mustafi para o Arsenal e se negociou até os últimos minutos o caso de Ezequiel Garay, que retorna, assim, ao Campeonato Espanhol. Outros dois zagueiros saíram: Vezo, para o Granada, e Orban, para o Genoa. Os esforços no sentido de tentar reforçar o ataque acabaram com a incorporação de Munir e a ascensão de jovens como Santi Mina e Rodrigo.

No caso do Sevilla, o arranjo já estava mais avançado. Monchi, diretor do clube andaluz, fecha o período com um balanço positivo de 25 milhões de euros (R$ 90,8 milhões) e duas transações que aumentarão ainda mais essa quantia: a chegada de Nasri, que deixou o Manchester City sem opção de compra, e a transferência de Konoplyanka para o Schalke 04 com compromisso de aquisição na janela do ano que vem por 15 milhões de euros (R$ 54,5 milhões) a mais. Onze novos jogadores, em sua maioria de perfil bastante aguerrido, reforçam a visão futebolística de Jorge Sampaoli, novo treinador da equipe.

A jornada terminou com um Granada muito ativo. Na véspera da reta final, ficou com o ponta ucraniano Kravets e trouxe cinco jogadores de cinco nacionalidades diferentes: o meia espanhol Alberto Bueno, o ponta israelense Atzili, o lateral francês Tabanou, o zagueiro português Ruben Vezo e o ponta belga Carcela-González. O Espanyol, por sua vez, repatriou o goleiro Diego López, que interrompeu seu vínculo com o Milan, comprou o defensor mexicano Diego Reyes e recuperou o atacante Álvaro Vázquez, que durante o dia tinha dado sua palavra ao Deportivo para substituir Lucas Pérez, agora no Arsenal. Finalmente, os galegos recrutaram Joselu, um jogador da terra, formado nas categorias de base do Celta e com passagens por Real Madrid, Bundesliga e Premier. Agora herda a camisa 7 que era usada pelo novo jogador do Arsenal. Dois franceses chegam ao Osasuna: Digard, vindo do Betis e o ponta Rivière, ex-Newcastle. Também chega o ponta Javi Álamo. O Málaga conseguiu o empréstimo de Boyko, goleiro ucraniano que teve rápida passagem pelo Besiktas (TUR), e o Alavés trouxe, também por empréstimo, o sérvio Katai, que quase foi para o Celta e o Deportivo. O Villarreal reforçou a defesa com Álvaro, que veio do Espanyol, o Leganés anunciou o empréstimo de Robert Ibáñez por parte do Valencia e o Betis reforçou seu elenco com o holandês Donk, um zagueiro emprestado pelo Galatasaray (TUR).

Na Premier League a janela de transferências terminou junto com a da Espanha. Para lá foi Álvaro Arbeloa, ex-Real Madrid, que se apressou para selar sua transferência ao West Ham United e retornar à competição inglesa sete anos depois de ter saído do Liverpool. No clube do leste de Londres, já treinou na quarta-feira o italiano Simone Zaza. Outros espanhóis foram para a Inglaterra. O canhoto Marcos Alonso, filho e neto de jogadores do mesmo nome, deixou a Fiorentina e foi para o Chelsea por 25 milhões de euros (R$ 90,8 milhões), valor que faz dele o lateral mais caro de todo o mercado de transferências do verão e o quarto defensor, empatado com Umtiti e atrás apenas de Stones, Mustafi, Bailly e Hummels. Também Pau López, goleiro do Espanyol, foi por empréstimo para o Tottenham. O caminho contrário foi feito por Luis Alberto, que depois de passar a pré-temporada em Liverpool foi para a Lazio. Por seu lado, o catalão Adama Traoré deixa o Aston Villa para buscar melhor sorte com Karanka no Middlesbrough. Quem não sai, finalmente, é o malaguista Ignacio Camacho, que negociou com o West Bromwich.

Entre as transferências mais importantes está o retorno de David Luiz ao Chelsea. O Paris Saint-Germain o comprou há dois anos por 50 milhões de euros e agora o mandou de volta ao clube londrino por cerca de 40 (R$ 145 milhões). Enquanto essa transferência era concluída, o Leicester comprava o passe de Slimani, atacante argelino do Sporting de Lisboa, por 35 milhões (R$ 127 milhões). E o dia esteve cheio de saídas no Manchester City, que emprestou não apenas Nasri e Mangala, mas também o goleiro Hart ao Torino, o atacante Bony ao Stoke City e o zagueiro Denayer ao Sunderland. E nos instantes finais da janela de transferências, o Milan trouxe o meia chileno Mati Fernández e Jack Wilshere trocou o Arsenal pelo Bournemouth (ING).

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