Nadal, sem o bronze: “Estou destruído física e mentalmente”

A derrotana disputa pelo bronze individual deixou um sabor amargo para o tenista espanhol

Rafael Nadal chegou exausto, um pouco melancólico, mas satisfeito e fazendo um balanço satisfatório, ao final da sua maratona de partidas nos torneios de tênis das Olimpíadas do Rio. “Vou embora com algumas sensações muito positivas. Foi uma Olimpíada fantástica, levando em conta de onde eu vinha, após dois meses sem poder treinar”, afirmou o espanhol.

A derrota frente a Kei Nishikori na disputa pelo bronze individual, após quase três horas de batalha, deixou um sabor amargo para Nadal. “Tive muita dificuldade para jogar a partida, e não me ajudou em nada a parada de 11 ou 12 minutos [Nishikori deixou a quadra para ir ao banheiro]. Se foi justificado? Ele não justificou. Perguntem ao supervisor. Normalmente, os torneios da ATP [Associação dos Tenistas Profissionais] são mais bem organizados que os da ITF [Federação Internacional de Tênis, caso do torneio olímpico].”

Em maio, Nadal abandonou o Aberto da França por causa da lesão no punho esquerdo. Não conseguiu mais treinar depois disso, e desistiu da disputa de Wimbledon. “O punho continua me incomodando, mas reagiu e estou muito satisfeito por ter competido em nível máximo contra vários dos melhores jogadores do mundo depois de dois meses sem conseguir fazer isso. É para ficar satisfeito. Estou consciente de que supri os problemas físicos e de condicionamento com entusiasmo e paixão pelo jogo.”

Essa paixão pelo tênis e essa ambição de continuar no topo do esporte o levarão, ainda nesta semana, a competir em Cincinnati. “Chegarei destruído mental e fisicamente”, afirmou. “Mas até o final do ano vou jogar minha classificação para o Masters. Estava bem encaminhada, mas agora já nem tanto. Meu objetivo é ficar entre os dois primeiros.”

Nadal destacou a medalha de ouro nas duplas masculinas, obtida na companhia do seu amigo Marc López. Em oito dias no Rio, várias vezes lhe perguntaram se voltará a competir daqui a quatro anos, em Tóquio. “Tomara que eu possa estar lá, mas é preciso ser realista. Minha carreira já está sendo bem longa. Estou jogando como profissional desde os 16 anos. Sou profissional há 14 anos. Minha vontade é continuar. Mas a prioridade é estar saudável. Quando estou sem problemas, físicos – exceto no ano passado, quando sofri uns probleminhas de ansiedade – sempre compito em nível máximo. Tomara que eu possa estar em Tóquio, mas ninguém sabe o que vai acontecer amanhã.”

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