Yelena Isinbayeva: “Obrigada por enterrar o atletismo”

Atletas russos mostram indignação com a decisão de banir a equipe de atletismo dos Jogos 2016

sinbayeva com a bandeira da Rússia em 2012.
sinbayeva com a bandeira da Rússia em 2012.DYLAN MARTINEZ (REUTERS)

“É uma decisão subjetiva, política e desprovida de base jurídica. A Federação Internacional é completamente corrupta. Tudo começou com eles. As pessoas mencionadas no primeiro relatório da comissão independente (sobre doping) continuam trabalhando.” Esta foi a resposta taxativa de Vitaly Mutko, ministro do Esporte da Rússia, sobre a decisão do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, na sigla em inglês) de deixar o atletismo russo definitivamente fora dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Foi a mesma explicação encontrada pela mais brilhante dos 68 atletas que não estarão no Rio de Janeiro, Yelena Isinbayeva: “Obrigada a todos por enterrar o atletismo. Tudo isso é puramente político”, disse à agência TASS a campeã olímpica no salto com vara, que buscava sua quarta medalha olímpica, depois de duas medalhas de ouro, em Atenas 2004 e Pequim 2008, e o bronze em Londres, há quatro anos.

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Igor Kazikov, chefe da delegação olímpica russa, considera a exclusão de atletas “desprovida de qualquer lógica”. Dimitri Peskov, porta-voz de imprensa do Kremlin, expressou seu pesar pelos “atletas que não têm nada a ver com o doping e que foram afetados por esta decisão”.

Federação de Atletismo satisfeita

Por outro lado, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) “felicitou” a resolução do TAS de rejeitar a petição do Comitê Olímpico da Rússia e, assim, apoiar sua decisão de vetar os atletas russos devido ao escândalo de doping. “A decisão de hoje [quinta-feira] criou uma igualdade de condições para os atletas. A decisão do TAS defende os direitos da IAAF de usar suas normas para a proteção do esporte, para proteger os atletas limpos e apoiar a credibilidade e integridade da competição”, afirmou em comunicado o órgão máximo do atletismo mundial.

“Embora estejamos satisfeitos que nossas normas e nosso poder para fortalecer nossas regras e o código antidoping tenham sido apoiados, este não é um dia para declarações triunfalistas. Não vim para este esporte para impedir a competição dos atletas. O desejo instintivo de nossa federação é incluir, e não excluir”, disse o presidente da IAAF, Sebastian Coe, em comunicado. Ainda assim, Coe observou que o grupo de trabalho da IAAF “continuará trabalhando com a Rússia para estabelecer um ambiente limpo e seguro para seus atletas, de modo que sua federação e equipe possam voltar ao reconhecimento e à competição internacional”.

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