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Portugal triunfa e consola Cristiano Ronaldo

Apesar da lesão do CR7, portugueses batem a França na prorrogação e ganham seu primeiro grande título

Eurocopa Final

Así fue

Portugal
1
Francia
0

FINALIZADO

Árbitro: Mark Clattenburg
  • 10 Tarjetas amarilla
  • 0 Tarjetas rojas
  • Gol
  • Gol 108 Éder
  • Gol 108 Éder

O futebol dá tantas voltas que Portugal ganhou à moda grega em Paris, como aquela inesperada Grécia que derrubou a seleção portuguesa em Lisboa na final de 2004. Em um jogo fraco tecnicamente, que só será revisto pelos portugueses, e talvez só pelos mais fanáticos, Portugal se sobrepôs a um duro golpe, a lesão prematura de Cristiano Ronaldo. Suas lágrimas, as da frustração e as do triunfo, ficarão como pôster do campeonato. Uma Eurocopa sem bom futebol coroou uma seleção que foi chegando sem muito brilho, mas à qual a história lhe devia um tributo − pela memória de Eusébio, por Coluna, por Futre, por Chalana, por tantos bons jogadores. Em Saint-Denis, Portugal teve muito mérito ao derrotar neste domingo a França depois de ter sofrido o golpe demolidor de perder Cristiano Ronaldo muito cedo. Um gol de Éder na prorrogação deixou gelada toda a França, cuja seleção foi de longe a mais atlética, não a mais poética nem de bom gosto futebolístico. O preparo físico francês não foi suficiente. A bola, que poucos trataram com carinho, acabou escolhendo o modesto Éder.

Portugal

4-1-3-2

Fernando Santos

1

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

Rui Patrício

21

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

Cedric Soares

3

Pepe

4

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

Fonte

5

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

Raphael Guerreiro

14

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

William Carvalho

10

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

João Mário

17

Nani

16

Cambio Sale Éder

Renato Sanches

23

Cambio Sale Moutinho

Silva

7

Cambio Sale Quaresma

Cristiano

1

Lloris

19

Sagna

21

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

Koscielny

22

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

Umtiti

3

Evrà

15

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

Pogba

14

Tarjeta amarilla Tarjeta amarilla

Matuidi

7

Griezmann

18

Cambio Sale Anthony Martial

Sissoko

8

Cambio Sale Kingsley Coman

Payet

9

Cambio Sale Gignac

Giroud

Francia

4-2-3-1

Didier Deschamps

O início do jogo pareceu um simulacro de final, com erros grosseiros, principalmente de Portugal. Não foram poucas as vezes em que a bola esteve a ponto de sofrer uma contusão, ou uma lesão fatal. Mau domínio de bola, passes errados, chutes para as mariposas que tinham invadido o gramado de Saint-Denis. Parecia tudo, menos uma final de Eurocopa. Se o encontro já era pouco atraente por si só, pior ainda com a lesão de Cristiano Ronaldo, justamente depois que o outro ator principal da noite, Griezmann, forçara com uma cabeceada o goleiro Rui Patrício a fazer uma grande defesa.

Las cifras de la final pulsa en la foto
As estatísticas do final

Livre na lateral direita do ataque português, na zona temperada do meio-campo, CR7 dominou a bola, Payet chegou sem freio, tocou na bola, mas golpeou com a outra perna o joelho esquerdo do craque. Deu a impressão de que a entrada pegou o português com os músculos anestesiados, sem tensão. Ele não esperava a pancada. Era o minuto nove e, depois dos primeiros cuidados médicos, Cristiano Ronaldo quis continuar. Ele é do tipo que não abandona a luta, exceto por nocaute. Nos oito minutos mais que suportou em campo, estava incômodo, mancando, com cara de dor, olhando para o joelho, massageando-o. Até que, aos 17 minutos, quase se rende. Foi ao chão em lágrimas. Outro tratamento médico e, já com uma atadura na área afetada, voltou ao jogo. Impossível: aos 23 minutos, o joelho disse basta e CR7 teve de sair. Estava inconsolável. Deixou o gramado de maca, com um choro infinito e aplausos de todo o estádio. Uma comoção para Portugal inteiro. Uma desgraça para o futebol.

Portugal
Francia

44%

56%

1
1
3
7
7
2
5
5
1
4
  • 6

    4

  • 0

    0

  • 13

    12

  • 12

    13

  • 81

    75

  • 52

    57

  • 1

    2

  • 0

    0

  • 24

    11

Com o desfalque de Cristiano Ronaldo, Fernando Santos colocou o veterano Quaresma em campo, Renato foi deslocado para o meio de campo com Adrien Silva e William Carvalho, e a seleção adotou outro esquema, um 4-3-3. Mal conseguia ficar com a bola. Estava mais empenhada em controlar o jogo sem bola. A França, mais pressionada por jogar em casa e por Portugal estar sem seu maior craque, limitou-se a alguns lampejos de Griezmann e Payet e à exuberância física de Sissoko, que quando aciona o turbo não é um jogador, é uma máquina de abrir túneis. Nem sempre ele tira proveito de seu imponente motor, mas se aproximou do gol com um bom chute defendido por Rui Patrício.

Restava a Portugal depender de seu goleiro, jogar-se nos braços de gente como Pepe e contar com a proteção de William Carvalho. Ou seja, aferrar-se à sua defesa. E não só pela infelicidade de seu grandioso astro e capitão. É uma seleção predisposta ao esquema defensivo, com Cristiano como homem de frente. Em Saint-Denis, porém, não houve quem fizesse a função do CR7. Nani, que parecia exilado do futebol de primeiro nível, fez um tremendo campeonato, mas não é a mesma coisa.

Foi surpreendente Deschamps ter retirado Payet tão cedo, já que ele foi um de seus destaques no campeonato e é quem interpreta melhor o jogo francês, ao lado de Griezmann − autor, já no segundo tempo, de outra grande cabeceada defendida por Rui Patrício, que em Paris foi o melhor sentinela português. Com ou sem Payet, a França continuava irregular. Precisava fazer tudo no volume máximo, jogava na base de lampejos, tinha mais pernas que pés, com Sissoko como destaque. Em outra aceleração supersônica, ele quase venceu o goleiro português.

Satisfeita com seu papel de resistente, a seleção de Portugal estava feliz deixando o tempo passar. Via com agrado a perspectiva de uma prorrogação − e se fosse o caso, de cobrança de pênaltis −, quase evitada por Gignac, que depois de deixar Pepe no chão com um drible, disparou contra a trave direita de Rui Patrício. O jogo já estava nos descontos do tempo regulamentar.

Numa prorrogação, o pânico se multiplica e um deslize pode ser fatal. Como poderia ter sido uma cabeceada de Pepe, em posição de impedimento, e outra de Éder, bem defendidas por Lloris. E um lance de Guerreiro, na cobrança de uma falta mal marcada pelo árbitro, que foi para fora. Com a bola parada, não é preciso jogar para ser uma ameaça. Mas o futebol é tão intrigante que o gol sai quando menos se espera. Um coadjuvante, Éder − reserva, jogador do time galês Swansea emprestado ao Lille, com apenas três gols em 28 partidas internacionais −, acertou um chute raso e longo que Lloris não conseguiu alcançar. Charisteas, o grego que crucificou Portugal em 2004, vestido de português. Um fantástico consolo para Cristiano Ronaldo em um dia em que chorou tanto de raiva como de felicidade. O futebol tira e dá em uma mesma noite. No fim, foi a França que ficou desconsolada.

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