Copa América

Após eliminação da Copa América, Dunga diz não ter medo de ser demitido

Treinador da seleção ganhou só 5 das 13 partidas oficiais que disputou nesta segunda passagem pelo cargo

“Só de uma coisa eu tenho medo, da morte. Do resto eu não tenho”, resumiu Dunga na noite de domingo, comentando a hipótese de ser demitido depois da eliminação da seleção brasileira na Copa América. Todas as críticas apontam para o treinador, por mais que a derrota frente ao Peru tenha sido marcada pelo escandaloso gol de mão marcado por Ruidíaz.

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Dunga defendeu seu trabalho à frente da seleção, à qual voltou em julho de 2014 – já havia ocupado o cargo entre 2006 e 2010 – com a tarefa de reconstruir a equipe após a humilhante derrota por 7 x 1 para a Alemanha na Copa do Mundo do Brasil.

Nestes dois anos, Dunga de fato renovou o time, a tal ponto que, na equipe titular que estreou nesta Copa América contra o Equador (0 x 0), não havia nenhum jogador que havia participado do desastre no Mineirão. A equipe é outra, as caras são novas, mas os resultados (e o jogo) não acompanham. O Brasil caiu nas quartas de final da Copa América passada, contra Paraguai, nos pênaltis, e nesta edição extraordinária do centenário do torneio não superou a fase de grupos. Enquanto isso, anda na corda-bamba nas Eliminatórias para a Copa de 2018, na Rússia. É apenas o sexto colocado entre as 10 equipes, com duas vitórias, três empates e uma derrota, 11 gols a favor e 8 contra. Estão em jogo quatro vagas diretas para a Copa, e o quinto colocado disputa uma repescagem – se a competição terminasse hoje, o Brasil estaria fora, com apenas 9 pontos, atrás de Uruguai, Equador (ambos com 13), Argentina (11), Chile e Colômbia (10).

Esse é o grande medo de Dunga, a ameaça de ficar fora da Copa. “O presidente [da CBF] sabe como estamos fazendo, como estamos trabalhando, sabemos sobre a pressão e sabemos que o trabalho vem com as críticas. Quando se trabalha para a seleção brasileira, é preciso saber que as críticas vão aumentar quando não se obtêm resultados, mas internamente sabemos o que estamos fazendo”, disse o técnico após o jogo. Nesta segunda passagem pela seleção, Dunga dirigiu o time em 13 jogos oficiais. Venceu apenas cinco, empatou outros cinco e perdeu três.