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‘Fukushima, vidas contaminadas’, uma reportagem em realidade virtual

EL PAÍS inaugura um novo canal de reportagens em realidade virtual voltando ao lugar, no Japão, onde um acidente nuclear causado por um tsunami mudou as pessoas para sempre

Acidente nuclear de Fukushima

Esta é a primeira grande reportagem em realidade virtual de um meio de comunicação em espanhol, inaugurada pelo novo canal do EL PAÍS. Em 11 de março de 2011, um terremoto cujo epicentro estava a 130 quilômetros da costa matou milhares de pessoas e mudou a história do Japão para sempre. O país voltou a conhecer um dos seus grandes demônios: o pesadelo nuclear. O acidente da central nuclear de Fukushima causou a evacuação de 100.000 pessoas e uma situação de emergência só comparável à das bombas atômicas da Segunda Guerra Mundial. Cinco anos depois, milhares de japoneses ainda estão vivendo em barracões sob a ameaça da radiação.

As flores favoritas do senhor Kanakura são os ranúnculos persas, uma espécie de tulipa capaz de crescer na maioria dos solos em baixas temperaturas. Em Namie, uma pequena cidade na costa nordeste do Japão, o inverno engole a cada ano a primavera e a floração pode ser complicada. Toyotaka Kanakura, um homem de 65 anos muito cuidadoso com seu trabalho, tinha aqui a melhor floricultura antes do 11 de março de 2011. Naquele dia ele terminou de decorar a cerimônia de formatura da escola de ensino médio e comeu bolinhos de arroz antes de voltar para sua loja. Quando mastigava o último pedaço, exatamente às 14h46 (2h46 em Brasília), um tremor de magnitude 9, a cerca de 130 quilômetros da costa, rachou o fundo do mar e as vidas de milhares de pessoas. Ele correu para casa e passou a noite deitado, olhando para o teto trincado. Às seis horas da manhã o alarme soou na cidade e em poucos minutos ele se viu preso na estrada com quatro pacotes no porta-malas. Na direção oposta, a polícia e os bombeiros cruzavam a toda velocidade. Ele não pensou que fosse durar tanto.

Kanakura, um homem pequeno e reservado, balança a cabeça e olha para baixo. Os japoneses não são os melhores na hora de expressar seus sentimentos, diz ele. Do que ele mais sente falta desde aquela sexta-feira é de seu trabalho, seus clientes. No letreiro da loja, fechada por vigas de madeira fincadas na fachada, ainda se lê “As mais belas flores”. Namie, onde viviam 19.000 pessoas, é uma cidade fantasma. A 8 quilômetros da usina de Daiichi, ela está isolada no perímetro de exclusão, com raio de 20 quilômetros. Para chegar ao centro –com botas, luvas e máscara– é preciso atravessar uma cerca eletrificada e um controle de polícia com medidores de radiação. Seus habitantes só podem retornar de vez em quando, com autorização do Governo. É o marco zero do desastre.

O tempo congelou os vestígios de uma fuga apressada. Algumas casas ficaram abertas e animais selvagens como macacos e javalis as usam como abrigo. Outras têm os vidros quebrados e o vento faz ondular trapos que foram cortinas para o lado de fora. Há pratos de comida sobre as mesas, roupa desarrumada nos armários, anotações sobre a geladeira que falam das tarefas da semana e fotos de família reviradas nas gavetas. Na rua, sobrevivem algumas lojas com seu produto na vitrine ou uma barbearia com as tesouras e a máquina do último corte na prateleira. Nenhum sinal de ranúnculos ou outras flores, apenas dosímetros gigantes que alertam sobre a radiação os operários que reconstroem as áreas mais danificadas.

A costa foi a parte mais atingida. Cerca de 40 minutos depois do terremoto, uma onda de 15 metros arrancou tudo. Em um cruzamento, um sinal de trânsito e ruínas de banheiros indicam o lugar onde havia uma escola. Ficaram apenas as fundações e pedaços de casas destruídas pela onda gigantesca. Aqui morreram 200 pessoas, mas as vítimas do tsunami em todo o Japão chegaram a 21.000. Em seguida, a usina começou a emitir radiação para a atmosfera, para a terra e para o Oceano Pacífico, configurando o mapa silencioso de futuros problemas de saúde. Mesmo daqui a 300 anos a situação ambiental não estará completamente recuperada.

O mais angustiante é enfrentar um inimigo invisível. A radiação não tem odor e seu sabor é imperceptível na água e nos alimentos. Está na poeira, na terra, sobre os móveis... Em apenas alguns centímetros, sua intensidade muda radicalmente. Desde então, é preciso andar com medidores e ter cuidado para não ingerir ou inalar partículas: a radiação interna é devastadora e entra na corrente sanguínea facilmente, causando leucemia. O pior é o iodo, que afeta principalmente a glândula tireoide das crianças (foi constatado um aumento no número de casos desse tipo de câncer), e o césio 137 (um isótopo com meia-vida de 30 anos). Aqui eles estão em todos os lugares e os níveis superam os 2 microsieverts por hora (µSv/h): o objetivo do Governo é reduzir esse número até 0,27 para começar a realojar as famílias. No entanto, o senhor Kanakura, que hoje vive em uma vila nas proximidades, junto com outras pessoas deslocadas, ouviu rumores de que alguns moradores decidiram ficar e à noite são como espectros, fechados em suas casas.

Além do tempo que passarão no exílio, o resto dos habitantes ficará marcado para sempre. Durante décadas, ninguém comprará produtos com o nome de Fukushima e muitos japoneses desconfiarão daqueles que escaparam da radiação. As vítimas, como aconteceu com os hibakusha depois das bombas de Hiroshima e Nagasaki, foram inicialmente suspeitos de propagar o veneno nuclear e depois de tirar proveito da boa fé do resto dos cidadãos para receber grandes subsídios (mais de um milhão e meio de pessoas e já são cerca de 50 bilhões de euros, aproximadamente 197 bilhões de reais). O câncer aterroriza. Mas os problemas psicológicos das pessoas afetadas já são mais contundentes que os relacionados à radiação (cerca de 14,6% das vítimas sofreram de transtornos psicológicos, quando a média no Japão é de 4,2%, de acordo com estudos de Koichi Tanigawa, médico e especialista nesse caso) e em Fukushima houve uma disparada de suicídios relacionados com o acidente. O ato de sobreviver, como John Hersey escreveu em 1946 em sua legendária reportagem sobre a bomba atômica, será seu estigma para sempre.

Sete décadas se passaram, mas Hiromi Hasai se lembra de cada detalhe. Eram 8h15 da manhã (20h15 em Brasília) e ele tinha acabado de começar sua jornada de trabalho em uma fábrica militar de Hiroshima. Naquele dia ele estava aprendendo a fazer balas de metralhadora quando tudo foi coberto por “uma luz mais brilhante que o sol”. “Então as janelas começaram a tremer e saí correndo. Todo mundo dizia que uma bomba tinha caído sobre sua casa, mas eu não tinha visto nenhum avião. Era impossível”, lembra por e-mail. Ele estava a 15 quilômetros do marco zero, onde explodiu Little Boy, uma única bomba de 4,5 toneladas e 16 quilotons lançada por um avião norte-americano. Hoje ele tem 88 anos, é um físico nuclear aposentado e um renomado ativista contra a energia nuclear, especialmente “em uma terra de terremotos como o Japão”. “Foi dito que nunca aconteceria algo como Chernobyl ou Three Mile Island. Mas aconteceu. Fomos capazes de evitar a grande explosão, mas não sabemos o que vai acontecer com os vazamentos, e a segurança desses artefatos ainda está em questão”.

Até o acidente, o país tinha 54 reatores nucleares que produziam 29% da energia. Muitos estavam em áreas sísmicas, mas os cientistas japoneses não consideraram possível um terremoto dessa magnitude na costa de Tokohu. Num exercício de aceitação de culpa, a empresa Tepco, responsável pela usina, afirma: “Foi negligência nossa não ter implementado maiores medidas de segurança e ter pensado que era suficiente com as que tínhamos. (...) Se as tivéssemos adotado antes, o acidente poderia ter sido evitado”. Cerca de 800 toneladas de resíduos radioativos foram vertidas no mar e a usina continua a emitir radiação. Os trabalhos de desmontagem da central devem durar 40 anos, admite a empresa de energia. Três de seus diretores serão processados.

Fukushima mudou a percepção sobre a energia nuclear. Hoje a maioria da população, de acordo com todas as pesquisas, rejeita essa energia. Mas o Governo de Shinzo Abe mantém a ideia de reativar todos os reatores possíveis (no momento três estão funcionando) e lança ao mundo uma mensagem de normalidade. Até agora, o desastre custou ao país cerca de 170 bilhões de euros. E cinco anos depois continua na tarefa sem fim de descontaminar manualmente as regiões afetadas. Um exército de operários retira diariamente uma camada de cinco centímetros de terra de todo o solo em torno das casas nas áreas afetadas e enche milhares de sacos pretos de um metro cúbico, que amontoa na entrada de cada cidade. Mas a radiação acumulada nas florestas das áreas montanhosas se espalha uma e outra vez quando chove ou o vento sopra. Em alguns lugares, como a aldeia de Iitate –a 60 quilômetros do centro, onde os habitantes têm permissão para passar o dia, mas não para ficar para dormir–, ainda são registrados até 10 microsieverts por hora.

O senhor Anzai tem 63 anos e perambula pela casa que abandonou há cinco anos nesta aldeia, com sacos de plástico nos pés e as mãos enfiadas nos bolsos do blusão azul. Hoje ele vive realojado em um prédio do Governo com outros moradores. Ele não gosta desse lugar. Dois anos atrás teve um ataque cardíaco e um acidente vascular cerebral; o estresse e a sensação de insegurança o afetaram. Suas sequelas começaram sendo psicológicas. Mas no hospital encontraram um buraco no lobo frontal do cérebro que produziu uma paralisia do lado esquerdo do corpo. O médico disse que pode ter sido causado pelo césio absorvido durante tanto tempo. “Fomos enganados com os níveis de radioatividade. E as ajudas que nos deram não servem para nada. Perdi tudo: minha vida, meu trabalho, minha terra, minhas recordações... Estou muito irritado e cada vez que venho aqui eu desmorono”.

Os relógios de parede de Toru Anzai, ainda pendurados ao lado de um empoeirado calendário de 2011 em sua casa desabitada, pararam logo depois do acidente. Ao meio-dia ele tinha começado a arar os campos de arroz da família e duas horas depois a terra começou a tremer. Anzai, um camponês com inquietudes científicas e tecnológicas, sempre desconfiou da usina. Então ele correu para casa e encheu várias garrafas de água. Algo lhe disse que não voltaria a beber água da torneira. Trancou-se com seus cinco irmãos e só dois dias depois, em 14 de março, ouviu o estrondo da explosão do reator número 2. O vento não demorou a trazer para Iitate um penetrante odor de ferro fundido misturado com algo parecido a enxofre que grudava nas narinas. Naquele momento, o monstro de Fukushima já liberava enormes quantidades de componentes radioativos, formando uma nuvem tóxica que voava em direção à casa de Anzai nas montanhas.

Mas o prefeito de Iitate insistiu que não havia risco algum para os habitantes. Desconfiado por natureza, o senhor Anzai comprou seu primeiro dosímetro em 18 de abril. “Made in China”, afirma com algum desdém. Custou 500 euros, mas forneceu informações valiosas. O lugar onde ele e seus irmãos dormiam fazia mais de um mês desde o acidente já acumulava 6 microsieverts por hora (20 vezes acima do mínimo fixado pelo Governo para realojar os residentes). A usina tinha liberado radiação para a atmosfera e as descargas para o mar chegavam a 700 toneladas. Anzai e o resto dos moradores de Iitate foram a população que teve a maior exposição à radiação.

Os operários armazenam em sacos pretos os resíduos radioativos.
Os operários armazenam em sacos pretos os resíduos radioativos.

O El País Semanal acompanhou o Greenpeace durante dois dias para fazer medições pela região de Fukushima. É fácil verificar, medindo a lama das sarjetas, como os níveis ainda estão bem acima do limite estabelecido pelo Governo para concluir a situação de emergência e interromper a ajuda de cerca de 700 euros por mês que os deslocados recebem. “Em condições normais, já é impossível se livrar dos resíduos. Mas se há um acidente, é uma utopia pensar em uma solução além de deixar passar o tempo. Os planos de descontaminação, que não estão funcionando, escondem uma estratégia para forçar as pessoas a voltar para suas casas quando ainda não estiverem livres da radiação. Tudo para voltar a fazer funcionar os reatores”, diz Raquel Montón, chefe da campanha nuclear do Greenpeace durante os testes de radiação.

A terra dos vivos está contaminada. Mas também a dos mortos. Os cemitérios de muitas cidades tiveram que passar pelo mesmo processo de limpeza que toda a área e os operários cavaram no lugar onde jazem os familiares das vítimas passivas da catástrofe. Não há trégua nem para aqueles que descansam e as lápides estão cobertas em alguns lugares com lonas pretas. Ao redor, onde havia plantações de arroz, agora se amontoam intermináveis fileiras de sacos pretos sobre a neve esperando sua vez para serem incinerados em fábricas construídas na região. Já foram queimados 9,5 milhões e faltam outros 13 para terminar a limpeza de um espaço duas vezes maior que a cidade de Madri. Enquanto isso, a vida daqueles que perderam tudo avança lentamente em casinhas pré-fabricadas ao longo da fronteira com a zona de exclusão.

O campo de alojamento Koike 1 encontra-se entre um cemitério e uma fábrica fumegante na periferia de Minamisoma, a 30 quilômetros da usina. As casinhas de 15 metros quadrados, onde vivem cerca de 200 pessoas, são separadas por paredes finas. Às onze horas da manhã, a senhora Inaride Yuko volta das compras e desce do ônibus cambaleando com um saco de bolinhos de arroz. Seus joelhos maltratados quase não conseguem sustentá-la e ela precisa se apoiar em uma muleta. No ponto desse acampamento desolado é possível ler: “Estação do amor”. Faz parte da maneira tão japonesa de infantilizar a realidade com desenhos e personagens coloridos. Mas ela tem 73 anos e só gosta do saquê de Okinawa, seco e picante, afirma sorrindo com malícia. Os outros lhe dão dor de cabeça. Um copinho de manhã e outro antes de deitar. É a sua maneira de economizar em pílulas para dormir e adoçar os dias solitários nesse tipo de campo de refugiados.

Depois da explosão, os 19.000 habitantes de Namie abandonaram a cidade deixando para trás seus negócios e casas.
Depois da explosão, os 19.000 habitantes de Namie abandonaram a cidade deixando para trás seus negócios e casas.

No dia 11 de março, o mar arrancou sua casa, a apenas um quilômetro da costa. Ela e seu filho escaparam por milagre. Na noite anterior, quando ouviram um primeiro tremor, embalaram alguns pertences e prepararam o carro para fugir se chegasse uma réplica maior. Foi o que aconteceu. O cachorro ficou louco minutos antes. Saíram correndo e de uma colina viram o mar engoliu sua casa. Ela acha que em breve terá uma nova casa com seu filho. De madeira finlandesa, supõe. Mas já se passaram cinco anos aqui, lembra-se enquanto tira lentamente as luvas brancas e prepara um chá verde. Dobra como pode as pernas e se senta em um pequeno futom no quarto, onde mostra algumas lembranças, como um cartão postal da cidade de Ronda, em Málaga. O resto de sua vida está guardado em pequenas caixas transparentes.

A maioria dos japoneses que perdeu suas casas no tsunami ou teve que abandoná-las pela radiação, vive nesses campos. Mas houve também quem tentou resistir em sua casa. O professor Takashi Sasaki, de 76 anos, e sua esposa, na cama por causa do Alzheimer, ignoraram a ordem de desalojo. No início, ficaram com medo. À noite, toda a cidade ficava deserta e às escuras. Pouco depois, pensou que era pior o que estavam vivendo seus vizinhos. O Governo errou e foram levados para Iitate, para onde ia a nuvem tóxica, e teve que deslocá-los novamente. Durante esse trânsito doloroso, denuncia Sasaki, cerca de 200 pessoas morreram, a maioria idosos e doentes que sucumbiram ao esforço inútil. O professor, hispanista apaixonado por Miguel de Unamuno, parafraseia o filósofo espanhol para explicar sua situação: “Continuamos com nossa vida biológica, mas nos roubaram a biográfica”.

Sasaki, autor de Fukushima, vivir el desastre e um blog escrito em seus dias de reclusão, não tem medo de ser contaminado. Ele e sua mulher, deitada no quarto ao lado, morrerão antes que a radiação tenha algum efeito. Seu principal problema, que conta em um lento espanhol, é que ninguém assume a vergonha. “Dizem que foi um acidente. Mas é uma consequência de ter perdido a essência da nossa cultura, o contato com a natureza, o trabalho lento, nossas cerimônias... Fracassamos na educação e nas tradições. Os deuses japoneses são hoje o conforto e o progresso. A energia nuclear é um reflexo disso, e o acidente, uma consequência natural”. Sasaki gostaria de saber que alguém assumiu a vergonha.

Na manhã do acidente, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, respondia a perguntas da Comissão de Finanças do Parlamento. Fazia apenas um ano que estava no cargo e sua gestão econômica, com um iene disparado e as importações em queda livre, tinha data de expiração. Após o terremoto, que em Tóquio atingiu uma magnitude de 7,4, a reunião foi interrompida e ele desceu as escadas até a sala de emergência. “As primeiras notícias que recebi foi que outros reatores na região tinham sido desligados corretamente. Depois de uma hora, recebi a informação de Daiichi e me disseram que não havia luz”, lembra no convés do Rainbow Warrior, o barco do Greenpeace no qual navega pela costa de Fukushima. Ao chegar a um quilômetro e meio da central nuclear, situada em uma área que a Tepco rebaixou para aproveitar a força do mar, culpa a empresa. “Se não tivessem feito isso, o tsunami talvez não tivesse impactado tanto na usina”.

Kan, um ex-primeiro-ministro repudiado pela opinião pública, admite agora sua responsabilidade. Acredita que sonegaram-lhe informações para enfrentar o acidente e lembra como obrigou o diretor-geral da central a permanecer nela com os trabalhadores quando ameaçaram deixar o lugar ao ver que Daiichi poderia explodir. Antes disso, como todo o establishment japonês, era um defensor da energia nuclear e participou ativamente de seu aparato de propaganda internacional. Hoje quer se redimir nos braços dos ecologistas.

– Depois de cinco anos, sente-se culpado?

– Claro. E acima de tudo, responsável. Hoje penso que todas as usinas nucleares deveriam ser fechadas – firma contundente já em uma das cabines do navio.

Fukushima, cuja ferida continua aberta cinco anos depois, foi apenas um aviso. A pergunta, acredita o ex-primeiro-ministro, não é se um acidente como aquele poderia acontecer novamente. A questão é saber quando e onde isso vai acontecer.

Colônia de barracões na cidade de Koriyama. Aqui vivem japoneses que antes do tsunami moravam no distrito de Futaba. Perderam suas casas ou tiveram que ser evacuados por causa da radioatividade.
Colônia de barracões na cidade de Koriyama. Aqui vivem japoneses que antes do tsunami moravam no distrito de Futaba. Perderam suas casas ou tiveram que ser evacuados por causa da radioatividade.

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