Crise na China

Bolsa chinesa sobe 5,3% após cinco quedas consecutivas

Índice geral de Xangai fecha com aumento de 5,3% e o Nikkei de Tóquio sobe 1,08%

Investidor observa índice da bolsa chinesa.
Investidor observa índice da bolsa chinesa.JASON LEE (REUTERS)

As Bolsas asiáticas viveram na quinta-feira sua melhor sessão da semana. Os lucros com os quais Wall Street fechou e as expectativas de que o Banco Central norte-americano ainda mantenha sem variação as taxas de juros nos EUA em sua reunião de setembro contribuíram a uma abertura generalizada de aumento nos mercados. Mas persistem as incertezas sobre a situação da economia chinesa e o nervosismo de uma semana turbulenta, e ao longo da manhã de quinta os ganhos iniciais diminuíram.

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“Dados econômicos sólidos nos EUA, estímulo do Banco Central chinês e sinais de que o Banco Central norte-americano abandonará a ideia da elevação dos juros em setembro ajudaram”, declarou em Londres o analista da CMC Market Jasper Lawler ao Bloomberg News. Mas “é provável que a ansiedade se mantenha entre os investidores até que as enormes oscilações nos preços dos títulos se acalmem e os mercados recebam sinais de seu término”.

No fechamento, o índice geral da Bolsa de Xangai, a maior da China, subiu 5,34%, recuperando uma pequena parte das fortes perdas sofridas após cinco dias consecutivos de baixa. Shenzhen, o segundo mercado do país, subiu 3,33%. Em Tóquio, o índice Nikkei fechou a sessão com elevação de 1,08%, com 18.574,44 pontos. O Hang Seng de Hong Kong registrou alta de 3,6%. Sidney e Seul obtiveram aumentos menores, por volta de 1%.

O temor de que a desaceleração chinesa possa ser maior do que o esperado foi o grande fator das turbulências dessa semana

Um dos motivos da instabilidade dos mercados mundiais nessa semana foi a antecipação de que o Banco Central dos EUA elevaria sua taxa de juros pela primeira vez em anos, diante da recuperação da economia norte-americana. Mas esse temor parece ter desaparecido depois do presidente do Banco Central em Nova York, William Dudley, afirmar precisamente que a desaceleração da China poderá causar “um ritmo de crescimento global mais lento e menor demanda para a economia norte-americana”.

O temor de que a desaceleração chinesa possa ser maior do que o esperado foi o grande fator das turbulências dessa semana. O Banco Central chinês tentou acalmar esses temores com uma diminuição das taxas de juros, a quinta em nove meses, destinada a demonstrar que a China pode controlar a aterrissagem de sua economia, a segunda do mundo e que representa 15% do PIB mundial, e continuar como motor global. Mas a medida não convenceu totalmente os investidores e na quarta-feira as Bolsas fecharam com resultados variados.