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Espanhol não identificado caça o leão mais querido do Zimbábue

O homem, cuja identidade ainda é desconhecida, pagou 50.000 euros para matá-lo

O leão Cecil, no Zimbábue.

Com um arco, uma flecha – e pagamento prévio de 50.000 euros (183.674 reais) – um espanhol caçou o leão mais querido do Zimbábue. Tinha 13 anos e, como o maior felino da região, era uma grande atração turística para o país. Segundo a National Geographic, ainda não se sabe o nome e a origem do homem que pôs fim a vida desse animal, chamado afetuosamente de Cecil.

As primeiras hipóteses mostram que, tal como diz o jornal El Correo, o animal foi enganado, ao passear tranquilamente nos arredores do parque nacional de Hwange. Colocaram um animal morto como isca para chamar sua atenção e fazer com que saísse da reserva onde vivia. Ficaram com sua cabeça como troféu.

Jonny Rodrigues, do Grupo de Trabalho de Conservação do Zimbábue (ZCTF, na sigla em inglês), uma organização focada na conservação e preservação da vida silvestre no país do sul da África, informa que o leão Cecil recebeu um disparo de arco de flecha feito por um caçador espanhol na concessão Gwaai a um quilômetro de distância do parque nacional. Rodrigues afirma que o felino não morreu imediatamente, o caçador levou dois dias para acabar com o leão ferido. Foi então que, utilizando um rifle, “finalizou” sua proeza.

A única coisa que sabe do caçador é que pertence à Associação de Guias e Caçadores Profissionais (ZPHGA, na sigla em inglês), que confirmou na segunda-feira que Cecil morreu fora do parque. A ZPHGA afirma em sua página no Facebook que a investigação está sendo feita. Ainda que a associação não possa realizar a busca do suspeito, ela pretende abrir uma investigação sobre a ética do membro e de suas atividades. “O suspeito violou as leis de comportamento”, dizem: “Será imediatamente suspenso”.

Uma vez que o leão – que tinha um GPS no pescoço como parte de um estudo de conservação dos felinos – caminhava sem problemas pela reserva com total liberdade como se fosse o rei da selva, a legalidade do fato ainda não está clara, ainda que as vozes do Zimbábue tenham se unido para condenar o feito. Os moradores do país africano buscaram os veículos de comunicação para expressar seu horror, pouco dias depois de no mesmo parque Hwange 23 filhotes de elefantes terem sido capturados e enviados à China.

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