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Zimbábue diz adeus às notas de 100.000.000.000.000 de dólares

País tira moeda de circulação e dará 5 dólares dos EUA por 175 quatrilhões zimbabuanos

Billete de 100 billones de dólares de Zimbabwe
Nota de 100 trilhões de dólares zimbabuanos.

Adeus aos dólares do Zimbábue. O Banco Central do país africano decidiu retirar sua moeda de circulação depois de ter perdido praticamente todo o valor como consequência de um processo de inflação galopante que levou à generalização das notas de trilhões de dólares zimbabuanos. Por meio de um comunicado publicado em sua página na Internet, o Banco Central do Zimbábue anunciou que vai iniciar o processo de desmonetarização do país.

Antes de que os dólares do Zimbábue deixem oficialmente de ter valor será aberto um período de troca que começa em 15 de junho, no qual serão convertidas as contas correntes no valor de até 175 quatrilhões de dólares zimbabuanos (sim: 175.000.000.000.000.000 de dólares) por 5 dólares dos Estados Unidos, em uma espécie de tarifa fixa. A partir dessa quantidade o câmbio será de um dólar para cada 35 quatrilhões. A troca de dinheiro em espécie é igualmente chamativa: por uma nota de 100 trilhões de dólares emitida em 2008 o portador receberá 40 centavos de dólar, a uma taxa de câmbio de 1 dólar norte-americano para cada 250 trilhões de dólares do Zimbábue.

O processo de desmonetarização começa na segunda-feira, 15 de junho, e se encerrará em 30 de setembro. É um passo para instalar um sistema de múltiplas divisas que foi anunciado em 2009.

Diferentes notas de vários bilhões de dólares do Zimbábue. ampliar foto
Diferentes notas de vários bilhões de dólares do Zimbábue.

"A desmonetarização é o ato ou processo de eliminação da condição jurídica de uma unidade monetária. Em nosso caso, a unidade monetária que estamos desmonetarizando é o dólar do Zimbábue. A desmonetarização é necessária quando há uma mudança da moeda nacional”, afirmou o governador do Banco Central do Zimbábue, John Magudya, no comunicado.

Apesar de o processo de retirada da moeda começar agora, na prática há vários anos a maioria das transações já é feita em dólares dos Estados Unidos ou em randes da África do Sul.

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